- Trump afirmou que ataques terrestres contra pessoas envolvidas com drogas vão começar em breve e podem ocorrer em outros países, não apenas na Venezuela.
- Os golpes seriam dirigidos a indivíduos específicos, não a um país, segundo o presidente.
- EUA incautaram um cargueiro venezuelano e sinalizaram a confiscação de ativos do setor energético venezuelano para desarticular cartéis; novas sanções atingiram familiares de Maduro, empresas de navegação e vários navios.
- As tensões no Caribe aumentam, com expectativa de ações terrestres na região e possíveis medidas sobre ativos petrolíferos venezuelanos.
- Washington sustenta que a ação busca combater drogas e redes criminosas; Caracas critica e aponta como objetivo a queda de Nicolás Maduro.
O governo dos Estados Unidos afirmou que ataques terrestres contra alvos ligados ao narcotráfico devem começar em breve, com possibilidade de ocorrer em outros países além da Venezuela. A declaração aconteceu em uma coletiva no Despacho Oval, sem indicar territórios específicos nem datas, mas destacando que o objetivo são indivíduos ligados ao tráfico e não um país inteiro.
Segundo a administração norte-americana, as ações integram uma campanha contra o narcotráfico e não representam apenas ações contra Venezuela. Autoridades reiteraram que são ataques direcionados a pessoas consideradas envolvidas com drogas, descrevendo-os como parte de uma ofensiva mais ampla.
Novas medidas de pressão foram anunciadas, incluindo sanções contra familiares de Nicolás Maduro, empresas de navegação e diversas embarcações, além de menções a ações futuras sobre ativos petrolíferos venezuelanos. O objetivo declarado é desarticular o setor energético e os cartéis de drogas.
Novas sanções e contexto energético
Além das declarações sobre ataques terrestres, o governo dos EUA indicou medidas contra três sobrinhos de Maduro, seis empresas de navegação e uma frota de navios, sob a acusação de transporte de petróleo venezuelano. As ações são vistas como parte de uma estratégia para pressionar o regime chavista.
O episódio ocorre em meio a tensões no Caribe, após a apreensão de um cargueiro venezuelano com petróleo cru na região. O governo americano sinalizou a possibilidade de confiscar mais ativos do setor energético para frear o fluxo de drogas e enfraquecer a circulação de recursos do regime.
Contextualmente, Washington mantém acusação de fraude eleitoral contra Maduro, que alega ser alvo de oposição. A oposição teve leadership fragmentado, com Maria Corina Machado impedida de concorrer em 2024. Machado recebeu apoio internacional, incluindo reconhecimento em Oslo, por meio do qual foi premiada pela Paz.
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