- O chanceler alemão Friedrich Merz recebe o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky em Berlim, junto com líderes europeus, representantes da Otan e da União Europeia, para discutir o avanço das negociações de paz na Ucrânia.
- O grupo E3 (Alemanha, França, Reino Unido) deve participar de encontros; os EUA pressionam por um acordo até o Natal, incluindo um possível cessar-fogo.
- Há proposta de criar uma zona desmilitarizada no Donbass com supervisão internacional, definindo o que seria retirado e quem patrulharia, com discussão sobre participação norte-americana.
- A adesão da Ucrânia à União Europeia em 2027 é mencionada como hipótese de negociação; há resistência de alguns membros da UE, tornar a entrada rápida improvável.
- Zelensky afirma que os Estados Unidos apresentaram um compromisso com uma zona econômica livre na parte de Donetsk e que a Ucrânia não cederá território; as garantias de segurança europeias e americanas são consideradas essenciais.
O chanceler alemão Friedrich Merz recebe em Berlim o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, junto de líderes europeus, representantes da Otan e da União Europeia. O foco é o avanço das negociações de paz na Ucrânia, em duas etapas, segundo comunicado do governo alemão. A rodada ocorre com participação de EUA e aliados.
Washington pressiona Kiev a chegar a um cessar-fogo com a Rússia, com sinalização de acordo até o Natal. Zelensky afirmou que os EUA desejam concluir o acordo o mais rápido possível. O contexto envolve propostas de zonas desmilitarizadas e garantias de segurança.
Nova rodada em Berlim inclui negociações bilaterais e com o grupo E3 (Alemanha, França, Reino Unido). A reunião bilateral Merz-Zelensky acontece durante o fórum germano-ucraniano, com discussões sobre cooperação econômica entre ambos os países.
Caminhos de paz e garantias
A discussão gira em torno de concessões territoriais e do que pode ser aberto a trocas entre Kiev e Moscou. Zelensky disse que os EUA propõem uma zona econômica livre na região de Donetsk, sob supervisão internacional, sem governança clara.
Especialistas destacam que a fórmula envolve definição de quem controla o território, o que seria entendido juridicamente e quais missões caberiam a terceiros. EUA teriam interesse em participação de uma força de supervisão.
Adesão à União Europeia e próximos passos
O plano americano também prevê a possível adesão da Ucrânia à UE já em 2027, conforme fontes diplomáticas. A medida é debatida entre europeus, com receio de impactos internos em membros como Hungria.
Segundo fontes, a negociação mantém a necessidade de garantias de segurança para a Ucrânia antes de qualquer ajuste territorial. Moscou ainda não avaliou a nova versão do plano apresentado por Kiev e seus aliados europeus.
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