- A operação de resgate durou quase dezesseis horas, em grande parte durante a noite, em águas agitadas, para tirar María Corina Machado da Venezuela pela equipe Grey Bull.
- Machado viajou para Oslo para receber o Prêmio Nobel da Paz; a cerimônia teve apoio de sua filha, que o aceitou em seu nome.
- Bryan Stern, fundador da Grey Bull Rescue Foundation, disse que a operação foi a mais difícil, de maior repercussão e delicada já realizada.
- A ação ocorreu diante da vigilância de serviços de inteligência da Venezuela, Cuba e partes da Rússia, que buscavam pela dissidente.
- Stern afirmou que a operação foi financiada por doadores anônimos, e que ele alertou Machado para não retornar à Venezuela; o governo dos EUA não teria participado diretamente.
A operação de resgate envolvendo María Corina Machado ocorreu em quase 16 horas, principalmente durante a noite, em meio ao mar. A equipe Grey Bull Rescue Foundation afirmou que o resgate foi a ação mais difícil já realizada. Machado deixou a Venezuela de barco e seguiu para um ponto de encontro no mar, onde foi transferida a outra embarcação.
Segundo a intervenção, Machado embarcou em direção a Oslo para receber o Prêmio Nobel da Paz, acompanhado de risco elevado devido à vigilância de serviços de inteligência de vários países. A operação ocorreu em meio a esforços de proteção à dissidente, que esteve na clandestinidade desde repressões do governo de Nicolás Maduro.
Machado chegou a Oslo poucas horas após a cerimônia de entrega, para onde o prêmio foi aceito pela filha, em razão da ausência da sua presença física. A jornalista que acompanhou o caso mencionou que a viralização do feito atraiu atenção internacional e de apoiadores venezuelanos.
Detalhes da operação
A equipe envolvida descreveu a missão como a mais complexa de sua história, com planejamento que contemplou filmagens, rastreamento e coordenação para evitar reconhecimento. O grupo sustenta que 800 operações já foram realizadas e que mais de 8 mil pessoas foram resgatadas em ações anteriores.
A rota envolveu deslocamento desde a costa venezuelana até um ponto marítimo de encontro, utilizando duas embarcações. Machado seguiu em direção a Oslo com escala em Curaçao, antes de chegar à Noruega, onde receberia o prêmio.
A Embaixada dos Países Baixos em Caracas, responsável pelos interesses de Aruba, Bonaire e Curaçao, negou qualquer participação na fuga. A imprensa acompanhou a chegada de Machado, que cumprimentou apoiadores ao deixar o Grand Hotel de Oslo.
A equipe de Machado não confirmou publicamente a participação da Grey Bull na operação, embora tenha indicado que houve comunicação com militares norte-americanos para evitar interferência em operações em curso na região. Não houve confirmação de retorno de Machado à Venezuela.
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