- Nesta segunda-feira, Jimmy Lai foi condenado por todas as acusações de segurança nacional em Hong Kong, podendo pegar prisão perpétua.
- O veredito encerra um dos processos mais simbólicos contra ativistas, após meses de atraso e críticas.
- Lai é empresário pró-democracia, fundador da Apple Daily e da Next Magazine, e está preso desde 2020.
- Organizações de direitos humanos vêem o caso como show trial e apontam pressão do governo sobre a imprensa e o movimento pró-democracia.
- O caso destaca a repressão a manifestantes em Hong Kong, com centenas de ativistas perseguidos ou exilados; familiares expressaram preocupações com a saúde dele.
Jimmy Lai, empresário pró-democracia de Hong Kong, foi condenado nesta segunda-feira por crimes de segurança nacional. A decisão abrange as acusações de conspiração para publicar publicações sediciosas e conspiração para conluio com estrangeiros. O veredicto foi emitido pelo tribunal da cidade, após quase dois anos de julgamento.
A Justiça considerou que Lai, de 78 anos, nutriu ódio ao governo chinês ao longo de sua vida e buscou a queda do Partido Comunista, mesmo com o custo para o povo da China e de Hong Kong. O julgamento enfrentou atrasos, recursos legais e intervenções oficiais.
Desde 2020 Lai permanece preso, em regime de prisão preventiva ou cumprindo outras sentenças relacionadas a protestos. A decisão desta segunda-feira pode resultar em pena de prisão perpétua, conforme o andamento do processo.
Condenação e impactos
Apple Daily e Next Magazine, veículos fundados por Lai, tornaram-se símbolos da resistência pró-democracia em Hong Kong. O caso é visto por críticos como marco de endurecimento da repressão a ativistas e à imprensa livre.
O processo, considerado uma das últimas grandes ações contra ativistas de 2019, acompanha uma onda de investigações e prisões que atingem advogados, políticos e manifestantes. Organizações internacionais questionaram a motivação do julgamento.
A defesa de Lai nega as acusações e afirma que o caso busca silenciar a imprensa. Organizações de direitos humanos destacam que a ação representa limitadas possibilidades de atuação para veículos críticos ao governo.
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