- O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, rejeitou a ligação entre o reconhecimento de um Estado palestiniano e o ataque antissemita em Bondi Beach, em Sydney.
- O ataque deixou quinze pessoas mortas e dezenas feridas; dois homens locais foram os autores, sendo que ambos foram baleados pela polícia.
- Albanese anunciou medidas para combater o antisemitismo, incluindo criminalização de discurso de ódio, ampliação da segurança de comunidades judaicas e fiscalização de vistos.
- Netanyahu acusou o governo australiano de não conter o aumento de antisemitismo, enquanto Albanese afirmou que a Austrália apoia uma solução de dois estados e está unida em defesa da comunidade judaica.
- A tensão entre Austrália e Israel persiste desde agosto, quando Israel revogou vistos de diplomatas australianos na Palestina ocupada, em resposta ao reconhecimento australiano de Palestina.
O ataque antissemita em Bondi Beach, em Sydney, durante o domingo, deixou 15 judeus mortos e dezenas de feridos, após dois homens locais atirarem em uma multidão que celebrava Hanucá. Os atiradores foram alcançados pela polícia, que os baleou; um deles morreu. A tragédia ocorreu em pleno feriado religioso, em uma região turística da cidade.
Ao comentar o atentado, o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, afirmou que não há relação entre o reconhecimento de um Estado palestiniano feito pelo país no início do ano e o ataque de Bondi. Ele destacou que a maioria mundial vê a solução de dois Estados como caminho para o Oriente Médio. O governo também anunciou medidas adicionais para combater o antissemitismo.
Albanese enfatizou que o país precisa manter a unidade nacional e apoiar a comunidade judaica em um momento de grande dificuldade. O premiê citou ações já em curso, como criminalização de discurso de ódio e incitação à violência, além de proibição do cumprimento de saudações nazistas. Também haverá aumento de segurança em locais comunitários judaicos.
A tensão entre Austrália e Israel se manteve desde agosto, quando Tel Aviv revogou permissões de visto a diplomatas australianos na Palestina ocupada. Canberra reagiu dizendo que a decisão foi inadequada e relacionada ao reconhecimento do Estado palestino. Netanyahu acusou o governo australiano de fraqueza diante do antissemitismo.
O governo australiano detalhou novas medidas para o enfrentamento ao extremismo: linha de visto mais rigorosa para avaliar posições antissemitas, maior fiscalização de discursos de ódio e aumento de proteção a instituições judaicas. Além disso, Dilma Segal, embaixadora especial designada, apontou a necessidade de ações mais firmes em universidades, cultura e mídia.
Dados demográficos indicam que cerca de 117 mil australianos se identificam como judeus, aproximadamente 0,46% da população. A comunidade judaica está concentrada em Sydney e Melbourne. Autoridades destacam que, desde 2023, há permitidas marchas semanais contra a guerra em Gaza, com vigilância e medidas de segurança fortalecidas.
Resposta governamental e impactos
O governo informou que ampliará o financiamento à segurança de instituições judaicas, incluindo escolas, e reforçará a legislação de crimes de ódio. Também prometeu medidas adicionais para coibir manifestações de ódio institucionalizadas e para melhorar a análise de vistos com foco em antissemitismo.
Observadores apontam que o episódio em Bondi reacende o debate sobre políticas de segurança interna, liberdade de expressão e direitos de minorias. Líderes da oposição defenderam mudanças urgentes nas respostas oficiais aos casos de discriminação.
Fonte: reportagem com informações de autoridades australianas e cobertura internacional.
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