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Projeto Berith melhora a vida de comunidade vulnerável em Angola

Projeto Berith atua em Camassa, Angola, oferecendo centro médico, escola e distribuição de Bíblias para enfrentar fome, desnutrição e analfabetismo

O trabalho social alcança diretamente 120 crianças e entre 60 e 70 famílias, número que cresce quando incluídos os atendidos indiretamente - Foto: Reprodução/Instagram
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  • Angola enfrenta profundas desigualdades; a população é estimada em cerca de 39 milhões e, fora dos grandes centros, infraestrutura frágil e acesso a água, saneamento e saúde é limitado.
  • O Projeto Berith, coordenado pelo missionário Diogo Scremin, atua no país há 14 anos e, há um ano, chegou à comunidade de Camassa, no Catete, província de Collibengo.
  • Em Camassa, há um centro médico com uma médica e três técnicos de enfermagem; medicamentos trazidos do Brasil são distribuídos gratuitamente e já ocorreram 110 batismos nas ações missionárias.
  • A desnutrição infantil grave tem sido praticamente erradicada na área de atuação, mas há escassez de Bíblias, em parte importadas do Brasil e pouco acessíveis para famílias com orçamento limitado.
  • A escola mantida pela missão atende cerca de 60 a 70 crianças; a atuação busca combater a pobreza extrema e promover transformação espiritual e comunitária, enfrentando também fome, saúde precária, saneamento e questões culturais como sincretismo religioso e dependência de líderes tradicionais.

A realidade social de Angola segue marcada por desigualdades e pobreza, que atingem quase metade da população. Estima-se que haja cerca de 39 milhões de habitantes, com infraestrutura frágil fora dos grandes centros. Acesso a água, saneamento e saúde permanece limitado.

Apesar de ser um grande produtor de petróleo, o país convive com um vasto setor informal e milhões de pessoas em condições precárias. Desnutrição infantil, desemprego entre jovens e os impactos da guerra civil (1975-2002) persistem como desafios para o desenvolvimento.

O Projeto Berith, coordenado pelo missionário Diogo Scremin, da Igreja Batista às Nações (IBAN), atua há 14 anos no país. Há um ano, a iniciativa chegou à comunidade de Camassa, no Catete, província de Collibengo, após passagem por Sumbi.

Desenvolvimento da ação

Em Camassa, o projeto ocupa uma área de 1000 m² com uma igreja simples de estrutura metálica, a Igreja Batista Apostólica para as Nações. O templo agrega cerca de 200 fiéis e já realizou 110 batismos nas ações missionárias.

A atuação da igreja abrange apoio espiritual, social e educacional. Foi criado um centro médico com uma médica e três técnicos de enfermagem para atender malária, desnutrição e infecções de pele. Medicamentos chegam do Brasil sem custo.

Desafios e impactos

Segundo Scremin, a desnutrição infantil grave está praticamente controlada na área de atuação. A escassez de Bíblias também preocupa, já que o material é caro e importado, restringindo famílias de baixa renda. A entrega de Bíblias emociona os moradores.

Entre os principais desafios estão fome, saúde precária e saneamento básico. Do ponto de vista espiritual, o projeto observa sincretismo religioso, bigamia e dependência de líderes tradicionais para cura.

A iniciativa mantém ainda uma escola com cerca de 60 a 70 crianças, contribuindo para reduzir o analfabetismo local. Scremin resume que a missão atua em duas frentes: lutar contra a pobreza extrema e promover transformação espiritual e comunitária.

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