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Hondurenhos completam duas semanas sem saber quem será presidente

CNE audita quase 2.800 atas; disputa entre Asfura e Nasralla persiste, com acusações de interferência externa e possível golpe eleitoral

Militares fazem a segurança do local onde acontece a contagem dos votos na capital hondurenha, Tegucigalpa – Foto: Orlando Sierra/AFP
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  • O Equador… (Oops) Sorry. Vamos: Honduras completa duas semanas sem definição sobre o próximo presidente, entre Nasry Asfura, apoiado por Donald Trump, e Salvador Nasralla, que acusa fraude.
  • O Conselho Nacional Eleitoral informou a contagem de quase 2.800 atas com inconsistências, com falhas informáticas, e a credibilidade do árbitro é questionada por dirigentes dos três principais partidos.
  • O CNE fará uma auditoria nas atas; Nasralla afirma que as atas que serão revisadas equivalem a cerca de 500 mil votos.
  • O envolvimento de Trump na campanha incluiu indulto ao ex-presidente Juan Orlando Hernández, condenado nos EUA por narcotráfico; o governo de Xiomara Castro classifica interferência como golpe eleitoral.
  • Sem registro de violência, as Forças Armadas garantiram a transferência de poder para 27 de janeiro; a candidata de esquerda Rixi Moncada não reconhece os resultados, alegando irregularidades e interferência externa.

O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) de Honduras iniciou uma auditoria de cerca de 2.800 atas de votação para esclarecer falhas ocorridas na contagem das eleições de 30 de novembro. A apuração enfrentou interrupções por problemas informáticos e gerou desconfiança sobre a credibilidade do árbitro eleitoral, visto que dirigentes dos três maiores partidos aparecem entre os envolvidos.

Nasry Asfura, apoiado por setores conservadores, aparece com vantagem de menos de dois pontos percentuais sobre Salvador Nasralla, que denuncia fraude para favorecer o opositor nas eleições. O atraso na divulgação de resultados alimenta a tensão entre apoiadores de ambos os lados e reforça a pressão sobre o CNE para concluir a auditoria.

Nasralla afirma que as atas a serem revisadas correspondem a cerca de 500 mil votos, aumentando a expectativa sobre o desfecho. O presidente dos EUA, Donald Trump, manteve intervenção na campanha, incluindo um indulto a Juan Orlando Hernández, ex-presidente hondurenho. O gesto amplia as críticas à participação externa no processo.

Contexto atual da contenda

Não houve registro de violência desde o pleito, e as Forças Armadas asseguram a transferência de poder para 27 de janeiro. Críticas à intervenção estrangeira apontam para a possibilidade de golpe eleitoral, conforme apontam setores da oposição. A legenda Libre, ligada à esquerda, mantém convicção de irregularidades e afirmou que não reconhecerá os resultados.

A candidata de esquerda Rixi Moncada ficou em terceiro lugar na disputa e sustenta que as eleições não foram livres, citando interferência estrangeira. Apoiadores da Libre reforçam a posição de que a contagem foi imprópria e que o ambiente eleitoral não refletiu a vontade popular.

A presidente de Honduras, Xiomara Castro, reiterou que a intervenção de Trump e irregularidades — como coação associada a grupos criminosos para votar — configuram uma interferência indevida. Em meio ao impasse, o governo reiterou convicções de que a legalidade das eleições deve prevalecer, sem naturalizar a pressão internacional.

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