- Nour AbuShammala, advogada em formação, voltou a Gaza City e encontrou parte do apartamento da família em ruínas, após repetidos desalojamentos desde outubro de 2023.
- A família esteve entre deslocamentos, abrindo mão de casa segura para viver em abrigos precários, com escassez de água, luz e condições de moradia.
- Em 8 de abril de 2025, Nour retornou ao apartamento em Gaza City e encontrou-o destruído pela ação de bombardeios.
- No dia 30 de junho, Muhammad ficou gravemente ferido em um ataque, sofreu amputação de pernas e ficou permanentemente incapacitado.
- Com evacuações novas em setembro e períodos de cessar-fogo, a família retornou intermitentemente a Gaza City e segue reconstruindo, apesar do medo e da incerteza.
Nour AbuShammala, advogada em formação, viveu deslocamentos repetidos desde outubro de 2023. Em abril de 2025, voltou a Gaza City e encontrou parte da casa em ruínas, após ataques que marcaram a retomada das hostilidades.
Entre deslocamentos de Khan Younis para Nuseirat e Gaza City, a jovem de 26 anos perdeu parte da família, a moradia e o acesso a água e energia. O histórico envolve envolvimento com direitos humanos e uma trajetória acadêmica promissora.
Em 8 de abril de 2025, abalada, retornou ao apartamento da família em Gaza City e encontrou o local parcialmente destruído. Um bombardeio aéreo havia deixado parte do prédio em ruínas, com evidências de ocupação militar no entorno.
Desdobramentos de 2025
No dia 30 de junho, Muhammad, irmão de Nour, ficou gravemente ferido em um ataque que causou paralisia permanente. O ataque veio no Café al-Baqa, durante operações na região, conforme relatos do entorno.
Nova evacuação ocorreu em setembro, com ordens de saída reforçadas. A família voltou a Nuseirat, pagando cerca de 1,6 mil dólares para contratar um caminhão em viagem de duas horas, num trajeto que deveria durar 20 minutos.
Situação atual
Mesmo com reconstrução inicial, as casas apresentam fissuras e danos contínuos. Nour trabalha com o Stars of Hope Society, apoiando mulheres com deficiência, em um programa financiado pela ONU Mulheres.
A comunidade descreve a casa como lar de memória, apesar das chamas, das ruínas e da constante incerteza. Nour continua escrevendo um livro sobre as experiências vividas durante o conflito.
Contexto editorial
A reportagem utiliza imagens de Nour, imagens de satélite e registros de veículos de imprensa para mapear as mudanças nas moradias ao longo de dois anos. A cobertura contou com verificação de danos via análise satelital. A fonte principal é The Guardian, com verificação de conteúdo por meio de imagens e dados oficiais.
Entre na conversa da comunidade