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Rafael Grossi afirma que a ONU esqueceu para que foi criada

Argentina oficializa candidatura de Rafael Grossi à ONU; sarcófago de Chernóbil fica comprometido após ataque de drone, dificultando isolamento e limpeza

El sarcófago de la central nuclear de Chernóbil pierde su función protectora tras el impacto de un dron, según la ONU
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  • A Argentina oficializou a candidatura de Rafael Mariano Grossi ao cargo de secretário-geral da ONU; ele é diretor-geral do Organismo Internacional de Energia Atômica (OIEA) desde 2019, agência da ONU responsável pela segurança nuclear e não proliferação, com sede em Viena.
  • Grossi concedeu entrevista na ONU em Viena, destacando a atuação do OIEA e a necessidade de uma diplomacia mais ativa para a paz e a segurança globais.
  • Relatos recentes apontam que o sarcófago de Chernóbil perdeu parte de sua função de estanqueidade após ataque de drone, dificultando a contenção da radiação e a limpeza.
  • Iniciativas de reparo sob arco foram iniciadas para restabelecer o isolamento e reduzir riscos de deterioração da estrutura.
  • No momento, não há radiação externa, mas a situação permanece frágil e requer monitoramento constante e medidas de segurança.

Argentina oficializou a candidatura de Rafael Grossi ao cargo de secretário-geral da ONU. Grossi é director general do OIEA desde 2019, agência da ONU responsável pela segurança nuclear e não proliferação, sediada em Viena.

O anúncio acontece no contexto de debates internacionais sobre liderança da ONU para 2026. Grossi, diplomata argentino, é o primeiro latino-americano a ocupar a chefia da agência nuclear da ONU desde a sua criação em 1957. A candidatura busca ampliar o papel da entidade em temas de paz e cooperação internacional.

Grossi aponta, em entrevista, a necessidade de uma ONU mais eficaz, com atuação diplomática ativa em conflitos como Ucrânia e Gaza. A candidatura recebe apoio de Itália e Paraguai, entre outros, e o argentino afirma ter forte suporte externo, além de buscar ampliar alianças.

Situação em Chernóbil

Relatos recentes indicam que o sarcófago da usina de Chernóbil sofreu comprometimento após ataque de drone. O impacto provocou um orifício e um incêndio que atingiram a estanqueidade do sarcófago, dificultando a limpeza. Técnicos do OIEA destacam que a proteção contra radiação está fragilizada.

Para conter o dano, medidas provisórias foram adotadas, incluindo o fechamento de fenda para evitar chuva e animais. A expectativa é realizar reparos sob o arco para restabelecer o nível de isolamento anterior, reduzindo riscos de deterioração.

Autoridades ucranianas apontam que o drone utilizado pode ter sido de origem russa. Apesar disso, não houve confirmação de ataque militar com alcance estratégico imediato. O cenário continua sob supervisão internacional com operações de monitoramento.

Perspectivas e objetivos

Grossi defende uma atuação da ONU como interlocutora imparcial, com foco em soluções diplomáticas e na prevenção de guerras. Em referência a relações com potências, ele afirma manter diálogo com autoridades envolvidas em conflitos, mesmo diante de críticas.

Sobre o papel dos acordos de controle nuclear, o diplomata destaca a necessidade de manter mecanismos de cooperação entre grandes potências, ainda que haja tensões. Questionado sobre avanços em Zaporíia, ele descreve a central como um ponto de elevada fragilidade, em área de conflito, com operações sob risco constante.

Trayectoria e visão

O primeiro latino-americano a liderar o OIEA, Grossi mantém foco em ampliar a representatividade e a eficácia da ONU em áreas humanitárias, de saúde e alimentação. Ele ressalta a importância de lideranças por mérito, não por gênero ou símbolos, e enfatiza que a escolha deve considerar visão estratégica para a organização.

A candidatura ainda está sujeita a votações internas e consultas diplomáticas, com previsão de definição em seis meses. Grossi afirma contar com apoio variado de países, destacando a necessidade de uma liderança que fortaleça a cooperação internacional e a confiança na ONU.

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