- Itália e França disseram não estar prontas para apoiar o acordo entre a União Europeia e o Mercosul, adiando a conclusão nos próximos dias.
- A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, pediu adiamento e garantias de reciprocidade agrícola, afirmando que salvaguardas devem estar finalizadas com apoio dos agricultores.
- França exige salvaguardas mais rigorosas, incluindo cláusulas de espelhamento para pesticidas e cloro, além de inspeções sanitárias mais rigorosas.
- A UE precisa negociar essas salvaguardas ainda nesta semana; eurodeputados já endossaram medidas mais duras de controle sobre alguns produtos agrícolas.
- O acordo foi alcançado há cerca de um ano, após 25 anos de negociações, com expectativa de assinatura em breve por Ursula von der Leyen no Brasil.
A União Europeia e o Mercosul vivem novo atraso na assinatura do acordo comercial, anunciado há cerca de um ano e negociado há 25 anos. Itália e França sinalizaram não estar prontas para apoiar o entendimento, provocando adiamento enquanto salvaguardas são discutidas. O cenário envolve Bruxelas, Paris, Roma e o expected de assinatura no Brasil, com pressões de agricultores.
Segundo informações recentes, a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, defende que o acordo seja benéfico para todos os setores e exige garantias adicionais para o setor agrícola. França também cobra salvaguardas mais rígidas, incluindo regras de reciprocidade e inspeções mais rigorosas para produtos do Mercosul.
As autoridades italianas e francesas pedem detalhes que assegurem conformidade com normas da UE sobre pesticidas e uso de cloro, bem como controles de segurança alimentar. A ampliação de salvaguardas permanece objeto de negociação entre o Parlamento Europeu, a Comissão Europeia e o Conselho da UE.
Avanço nas negociações e próximos passos
A UE planeja avançar na negociação de salvaguardas ainda nesta semana, após apoios parlamentares para endurecer controles sobre algumas importações agropecuárias. O governo italiano sinaliza que não bloqueará o acordo, mas espera que as exigências sejam atendidas no início do próximo ano.
Representantes do Mercosul também mantêm estratégia de ampliar acordos com outros parceiros, como Japão, Índia e Canadá, enquanto a assinatura do acordo com a UE segue sob avaliação. O encaminhamento envolve ajustes para atender exigências de salvaguarda sem comprometer o comércio.
Contexto e impactos esperados
Especialistas apontam que o acordo pode ampliar exportações da UE para mercados sul-americanos e reduzir dependência de importar de outras regiões, além de facilitar acesso a minerais. No entanto, a pressão de salvaguardas pode atrasar o calendário de assinatura e gerar incerteza para setores agrícolas.
Entre na conversa da comunidade