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Itália e França travam acordo com Mercosul e exigem proteção ao agro

França e Itália dizem não apoiar o acordo entre União Europeia e Mercosul, impondo salvaguardas rígidas e inspeções, adiando a assinatura

Primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, discursa no Parlamento italiano em Roma 17/12/2025
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  • Itália e França disseram não estar prontas para apoiar o acordo entre a União Europeia e o Mercosul, adiando a conclusão nos próximos dias.
  • A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, pediu adiamento e garantias de reciprocidade agrícola, afirmando que salvaguardas devem estar finalizadas com apoio dos agricultores.
  • França exige salvaguardas mais rigorosas, incluindo cláusulas de espelhamento para pesticidas e cloro, além de inspeções sanitárias mais rigorosas.
  • A UE precisa negociar essas salvaguardas ainda nesta semana; eurodeputados já endossaram medidas mais duras de controle sobre alguns produtos agrícolas.
  • O acordo foi alcançado há cerca de um ano, após 25 anos de negociações, com expectativa de assinatura em breve por Ursula von der Leyen no Brasil.

A União Europeia e o Mercosul vivem novo atraso na assinatura do acordo comercial, anunciado há cerca de um ano e negociado há 25 anos. Itália e França sinalizaram não estar prontas para apoiar o entendimento, provocando adiamento enquanto salvaguardas são discutidas. O cenário envolve Bruxelas, Paris, Roma e o expected de assinatura no Brasil, com pressões de agricultores.

Segundo informações recentes, a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, defende que o acordo seja benéfico para todos os setores e exige garantias adicionais para o setor agrícola. França também cobra salvaguardas mais rígidas, incluindo regras de reciprocidade e inspeções mais rigorosas para produtos do Mercosul.

As autoridades italianas e francesas pedem detalhes que assegurem conformidade com normas da UE sobre pesticidas e uso de cloro, bem como controles de segurança alimentar. A ampliação de salvaguardas permanece objeto de negociação entre o Parlamento Europeu, a Comissão Europeia e o Conselho da UE.

Avanço nas negociações e próximos passos

A UE planeja avançar na negociação de salvaguardas ainda nesta semana, após apoios parlamentares para endurecer controles sobre algumas importações agropecuárias. O governo italiano sinaliza que não bloqueará o acordo, mas espera que as exigências sejam atendidas no início do próximo ano.

Representantes do Mercosul também mantêm estratégia de ampliar acordos com outros parceiros, como Japão, Índia e Canadá, enquanto a assinatura do acordo com a UE segue sob avaliação. O encaminhamento envolve ajustes para atender exigências de salvaguarda sem comprometer o comércio.

Contexto e impactos esperados

Especialistas apontam que o acordo pode ampliar exportações da UE para mercados sul-americanos e reduzir dependência de importar de outras regiões, além de facilitar acesso a minerais. No entanto, a pressão de salvaguardas pode atrasar o calendário de assinatura e gerar incerteza para setores agrícolas.

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