- Lula pediu aos governos da França e da Itália que assinem o acordo Mercosul-UE, durante reunião da Unasul em Foz do Iguaçu.
- O presidente afirmou que a União Europeia está disposta a assinar, mas o presidente francês, Emmanuel Macron, está relutante por receio de perder competitividade em produtos agrícolas.
- Lula disse que o Brasil não compete com a França na agricultura e que as diferenças de qualidade justificam o ajuste, argumentando que o país cede mais.
- O Parlamento Europeu aprovou mecanismos de salvaguarda para importações agrícolas vinculadas ao acordo, dando passo para a assinatura.
- As negociações devem continuar; o Conselho da UE se reúne nos dias 18 e 19, com expectativa de voto ainda nesta semana, e, se aprovado, Ursula von der Leyen pode ir à Cúpula do Mercosul para assinar no sábado, 20, em Foz do Iguaçu.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu aos governos da França e da Itália que assinem o acordo entre Mercosul e União Europeia. Lula informou que, durante reunião da Unasul com participação da UE, espera que os europeus anunciem a assinatura, sem perder competitividade com o Brasil.
A negociação envolve o acordo comercial entre o bloco sul-americano e a UE, que ocorre após 26 anos de tratativas. Lula destacou que a UE está disposta a avançar, mas que Macron demonstra relutância por receio de perda de competitividade no setor agrícola.
Nesta terça-feira (16), o Parlamento Europeu aprovou mecanismos de salvaguarda para importações agrícolas vinculadas ao acordo. O texto amplia restrições em relação à proposta original da Comissão Europeia, apresentada em setembro.
As negociações retomam na quarta-feira (17). O Conselho, que se reúne nos dias 18 e 19, pode votar ainda nesta semana. A conclusão dependerá de aprovação no órgão, abrindo caminho para assinatura.
Se aprovado, Ursula von der Leyen poderá viajar à Cúpula do Mercosul para assinar o pacto. O encontro está marcado para o sábado (20), em Foz do Iguaçu, Brasil, onde ocorrerá a cúpula com participação da União Europeia.
Contexto político e impactos esperados
O acordo é visto como relevante para o agronegócio brasileiro, que teme perdas de competitividade frente produtos europeus de alta qualidade. As salvaguardas visam equilibrar interesses de setores agrícolas e industriais.
Próximos passos e desdobramentos
Caso haja assinatura, o acordo poderá entrar em vigor após ratificação pelos parlamentos nacionais dos dois lados. A expectativa é de efeitos imediatos em competitividade, exportações e regras de importação.
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