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UE usa ativos russos congelados para apoiar a Ucrânia

Após meses de debate, líderes da UE decidem nesta quinta usar ativos imobilizados da Rússia para financiar a Ucrânia com €90 bilhões, o que pode destabilizar a zona do euro

The Russian Central Bank in Moscow. Kyiv would only repay the money to the EU if Russia agreed to pay reparations for the damage inflicted during the war.
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  • Após meses de debate, líderes da UE decidirão na quinta-feira se usar ativos imobilizados da Rússia para financiar a Ucrânia, num momento crítico para a Europa.
  • O plano envolve emprestar €90bn à Ucrânia, o que alguns temem que possa desestabilizar a zona do euro.
  • Putin contesta a medida, dizendo que é como roubo; a central russa abriu uma cobrança de $230bn contra Euroclear, em meio a mais de cem casos na Rússia.
  • Putin assinou decretos, o mais recente em outubro, facilitando a apreensão de ativos ocidentais em retaliação a confiscações, e a União Europeia pagaria a Euroclear mantendo a Rússia como proprietária legal.
  • A Euroclear administra €40,7 trilhões em ativos para clientes que incluem bancos centrais, bancos de investimento e organizações supranacionais.

O Conselho Europeu, em dialogos de alto nível, pode decidir nesta quinta-feira se utiliza ativos imobilizados da Rússia para financiar a Ucrânia. A proposta envolve um empréstimo da UE de €90 bilhões, em meio a temores de impactos à estabilidade da zona euro. A medida é vista como decisiva para a região.

Analistas apontam que a operação depende de um desenho legal complexo, incluindo garantias e salvaguardas para evitar efeitos adversos ao euro e aos mercados. Parlamentares e governos nacionais acompanham o desfecho com atenção às repercussões financeiras e políticas.

O que está em jogo

Putin critica a iniciativa, afirmando que seria equivalente ao roubo de propriedade alheia. Em paralelo, o banco central da Rússia ingressou com uma reclamação de danos de US$ 230 bilhões contra Euroclear, empresa que administra ativos para clientes institucionais.

A Rússia também aprovou uma série de decretos, com o objetivo de facilitar a apreensão de ativos ocidentais em retaliação a eventuais confiscações. A UE, caso implemente o plano, pagaria a Euroclear, mantendo a Rússia como proprietária legal dos ativos durante o ciclo financeiro.

A Euroclear e o mecanismo financeiro

A Euroclear atua como um intermediário no mercado interbancário, gerenciando ativos de grande valor para bancos centrais, bancos de investimento e organizações supranacionais. Atualmente, a instituição cuida de cerca de €40,7 trilhões em ativos, sem manter dinheiro físico. Sua função é facilitar a troca eletrônica de dinheiro e títulos.

A origem histórica da Euroclear remonta a uma base belga vinculada a um antigo braço da JP Morgan. A instituição não opera com dinheiro vivo, mas viabiliza operações de títulos, ações e outros instrumentos que captam capital para clientes institucionais.

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