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Atirador de Sydney é indiciado por terrorismo

Naveed Akram é indiciado por quinze acusações de homicídio e ato terrorista; ataque, inspirado pelo EI, ocorreu durante Hanukkah em Bondi, Sydney

Atentado na Austrália. Foto: Mike Ortiz/UGC/AFP
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  • Tiroteio na praia de Bondi, em Sydney, durante a festa de Hanukkah, deixou 15 mortos e dezenas de feridos.
  • Sajid Akram, de 50 anos, morreu no confronto com a polícia; seu filho Naveed, de 24 anos, foi atingido e permanece no hospital.
  • Naveed foi indiciado por 15 acusações de homicídio e por cometer ato terrorista; autoridades apontam possível ataque inspirado pelo Estado Islâmico.
  • A polícia investiga se pai e filho se encontraram com extremistas durante viagem às Filipinas; o governo filipino afirmou que o país não foi utilizado para treinamento terrorista.
  • O primeiro-ministro Anthony Albanese elogiou a coragem de cidadãos que atuaram durante o ataque e pediu endurecimento de leis sobre armas, reabrindo o debate sobre antissemitismo na Austrália.

A polícia australiana apresentou nesta quarta-feira (17) acusações contra Naveed Akram, filho de Sajid Akram, suspeitos de envolvimento no ataque antissemita ocorrido em Bondi, na cidade de Sydney, no dia do funeral de duas vítimas. O episódio ocorreu no domingo, 14, durante a festa judaica de Hanukkah, na praia de Bondi, e deixou 15 mortos e dezenas de feridos.

Sajid Akram, de 50 anos, morreu no local após troca de tiros com a polícia. Naveed, de 24, foi baleado e permanece internado, sob vigilância policial. A polícia do estado de Nova Gales do Sul informou que Naveed enfrenta 15 acusações de homicídio e de ato terrorista.

A investigação aponta que o ataque teve inspiração provável no EI, grupo considerado terrorista pela Austrália. O governo declarou que os primeiros indícios indicam radicalização por uma ideologia de ódio, com plano para promover uma causa religiosa e semear medo na comunidade.

Funeral e homenagens

O rabino Fato Eli Schlanger, pai de cinco filhos, conhecido como rabino de Bondi, foi sepultado após cerimônia na sinagoga Chabad de Bondi. Parentes, amigos e líderes da comunidade descrevem Schlanger como uma referência. O serviço ocorreu em meio a vigilância policial externa à sinagoga.

O serviço fúnebre do rabino Yaakov Levitan, de 39 anos, também reuniu centenas de pessoas na sinagoga. Viaturas monitoraram ruas próximas à cerimônia, enquanto familiares prestavam as últimas homenagens.

Contexto e desdobramentos

O primeiro-ministro Anthony Albanese elogiou a coragem de civis que atuaram para impedir o andamento do ataque, e destacou a necessidade de endurecer leis sobre porte de armas. A polícia investiga se pai e filho tiveram encontros com extremistas durante viagem às Filipinas, antes do ataque.

Autoridades filipinas confirmaram passagem por Mindanao em novembro, mas negaram uso do país para treinamento terrorista. O governo australiano continua avaliando mecanismos de prevenção diante de o que descrevem como aumento de ataques com armas em território nacional.

A polícia busca esclarecer se Naveed e Sajid se reuniram com militantes islamistas e qual foi o papel de contatos internacionais. O episódio reacende debates sobre combate ao antissemitismo e controles de armas na Austrália.

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