- Lula afirmou que ainda não há consenso na União Europeia sobre o acordo de livre comércio entre o bloco e o Mercosul; assinatura era esperada na cúpula em Foz do Iguaçu, marcada para sábado, 20 de dezembro, mas a UE pediu que fosse no dia 19.
- França e Itália resistem a aprovar o acordo; o presidente francês, Emmanuel Macron, e o governo italiano não apoiam no momento, sem consenso claro.
- Lula afirmou que vai a Foz do Iguaçu na expectativa de um sim, mas, caso a União Europeia diga não, o Brasil adotará posição firme.
- O Parlamento Europeu aprovou mecanismos de salvaguarda para importações agrícolas vinculadas ao acordo, tornando o texto mais rígido do que a proposta original da Comissão Europeia.
- As negociações entre o Parlamento Europeu e o Conselho Europeu começam já; se houver acordo, Ursula von der Leyen pode viajar à Cúpula do Mercosul para assinar o pacto, com o Conselho reunindo nos dias 18 e 19.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira que não há consenso na União Europeia sobre o acordo de livre comércio entre o bloco e o Mercosul. A declaração acompanha a expectativa de assinatura na cúpula do Mercosul em Foz do Iguaçu (PR), marcada para este sábado, mas com resistência de alguns países europeus, como França e Itália.
Lula disse que a reunião do Mercosul, originalmente prevista para 20 de novembro, foi remarcada para 20 de dezembro a pedido da UE, que apontava necessidade de aprovação no dia 19. Segundo o presidente, há dúvidas sobre a viabilidade de aprovação.
O chefe de Estado afirmou ainda que comparecerá a Foz do Iguaçu com a esperança de um sinal positivo, mas deixou claro que, caso a UE rejeite, o Brasil adotará posição firme. Ele ressaltou que o Brasil e o Mercosul fizeram concessões diplomáticas.
Desdobramentos no Parlamento Europeu
O Parlamento Europeu aprovou, na terça-feira (16), mecanismos de salvaguarda para importações agrícolas ligadas ao acordo com o Mercosul, abrindo caminho para a assinatura. O texto é mais rígido que o proposto pela Comissão Europeia.
As negociações devem seguir com o Conselho Europeu nas próximas sessões, entre esta quarta (17) e sexta-feira (19). A expectativa é que o acordo seja votado ainda nesta semana, caso haja acordo entre as instituições.
Caso haja aprovação no Conselho, Ursula von der Leyen poderá viajar a Foz do Iguaçu para assinar o pacto, conforme as tratativas em curso. Lula cobrou celeridade na divulgação de resultados do governo e destacou a relevância do acordo para o Brasil e o Mercosul.
Esta reportagem está em atualização.
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