- Putin, diante da alta hierarquia, reforçou tom agressivo, anunciou a entrada em serviço do novo míssil Oréshnik e afirmou alcançar todos os objetivos na Ucrânia, mesmo à força.
- O ministro da Defesa, Andréi Belóusov, disse que existem condições reais para a continuação da invasão em 2026 e fortalecimentos militares para um conflito prolongado.
- O discurso manteve metas territoriais da Rússia e sinalizou preparo para longa disputa, criticando o que chama de histeria europeia sobre o conflito.
- A matéria não detalha avanços recentes no campo de batalha, mas cita afirmações sobre Kupiansk e Prokovsk, com disputas sobre controle de territórios.
- O custo da guerra para a Rússia foi estimado próximo de 11 trilhões de rublos, equivalentes a cerca de 115 bilhões de euros, elevando o gasto militar a mais de sete por cento do PIB em 2025.
O presidente russo, Vladimir Putin, reforçou nesta semana uma retórica belicosa diante da alta oficialidade, sinalizando avanços militares e anunciando a entrada em combate do míssil Oréshnik. A manifestação ocorreu diante da liderança militar, e o tom manteve a linha de endurecimento já adotada pela gestão.
Segundo autoridades russas, o governo indicou condições reais para manter a invasão da Ucrânia até 2026, com metas territoriais claras e preparo para um conflito de longo prazo. O ministro da Defesa, Andrei Belóusov, afirmou que o cenário permite prosseguir com a ofensiva.
Putin destacou que a Rússia busca, inicialmente, resolver a disputa pela via diplomática, mas indicou que, se interlocutores estrangeiros não aceitarem negociações, as forças poderão avançar para alcançar territórios históricos. O discurso reforçou o endurecimento da posição militar.
Belóusov também sustentou que há capacidade para ampliar a “zona de segurança” na fronteira com a Ucrânia, citando a cidade de Kupiansk como parte de uma estratégia de mediação militar, enquanto o anúncio de que a cidade permanece sob controle russo é contestado por Kiev e por avaliações ocidentais.
O ministro de Defesa mencionou que o Oréshnik, míssil balístico hipersônico com alcance médio, já possui uso em operações desde 2024 e pode transportar ogivas nucleares. Bielorrússia deve receber tecnologia similar ainda neste ano, segundo a pasta.
O governo russo atribuiu aos custos da guerra um peso de cerca de 5,1% do PIB em 2024, com gastos totais estimados em torno de 7,3% do PIB em 2025. Belóusov ressaltou a necessidade de readequar o orçamento militar e priorizar operações de defesa.
Riobkov, vice ministro das Relações Exteriores, reiterou a posição de não ceder território sob a constituição russa, destacando que zonas como Zaporíia e Herson permanecem em debate estratégico. As informações oficiais reforçam a linha de resistência e a visão de longo prazo para o conflito.
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