- A assinatura do acordo UE-Mercosul, prevista para o sábado 20, em Foz do Iguaçu (PR), pode ser adiada devido a divergências na União Europeia.
- França, Itália, Polônia e outros incaprem defenderam a suspensão ou adiamento, com Macron e Meloni afirmando que não assinarão sem salvaguardas.
- Agricultores europeus protestam contra o acordo, com centenas de tratores indo a Bruxelas para reivindicar oposição ao pacto.
- Países como Espanha, Alemanha e nordics apoiam o acordo, buscando ampliar exportações diante da concorrência externa.
- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou um ultimato aos europeus, dizendo que o Brasil não fechará o acordo se houver rejeição por parte da UE.
A assinatura do acordo UE-Mercosul está em risco diante de divergências entre membros da União Europeia. A França, Itália e Polônia manifestaram oposição, enquanto governos de outros países defendem o tratado. A cobrança ocorre dois dias antes do esperado, em Brasília, no cenário de Foz do Iguaçu, onde o acordo deveria ser assinado neste fim de semana.
A Comissão Europeia e o Brasil, que preside o bloco do Mercosul (com Argentina, Paraguai e Uruguai), previam a assinatura para o sábado 20. O texto, em negociação há 25 anos, visa criar a maior zona de livre comércio do mundo com um mercado potencial de cerca de 700 milhões de consumidores.
Von der Leyen, chefe do Executivo europeu, aposta na assinatura para fortalecer a parceria comercial e reduzir impactos da concorrência externa. Contudo, várias nações pedem adiamento ou mudanças, citando salvaguardas necessárias para proteger agricultores e setores sensíveis.
Na linha de frente do protesto, agricultores europeus realizaram protestos em Bruxelas, com centenas de tratores. Alegam que a entrada de produtos sul-americanos pode pressionar preços e normas de produção na UE.
Entre os aliados do acordo, Espanha, Alemanha e países nórdicos defendem o avanço do pacto para ampliar exportações europeias, sobretudo em veículos e maquinário, diante da concorrência externa e de mudanças na política comercial global.
Em contraste, França e Itália destacam que as condições do texto não atendem a suas necessidades. Macron afirmou oposição a qualquer decisão imposta sem salvaguardas, enquanto a premiê italiana apontou que algumas garantias não estão concluídas.
A reunião de cúpula na capital belga envolve a avaliação da viabilidade de assinatura sem consenso entre os 27. A possibilidade de abstenções ou votos contrários pode inviabilizar a operação neste estágio.
Analistas ressaltam que a assinatura depende do respaldo da maioria qualificada dos Estados-membros. Caso não haja acordo, o ritmo dos trabalhos pode mudar e as negociações podem se estender, mantendo o impasse.
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