- O Papa nomeou Ronald Hicks, arcebispo de Joliet, para substituir Timothy Dolan como arcebispo de Nova York; Dolan anunciou renúncia aos 75 anos.
- Hicks tem perfil próximo aos pobres e aos imigrantes, alinhado ao Vaticano de Francisco, e já atuou em El Salvador e no Chicago anglo.
- Dolan era figura ultraconservadora, ligada a Donald Trump, e oficiou as investiduras dele em 2017 e neste janeiro; ele comandava a maior arquidiocese dos EUA.
- O Vaticano sinaliza renovação no episcopado americano, com previsão de que outras onze dioceses atinjam 75 anos em 2026, promovendo novas lideranças.
- Dolan enfrenta situações financeiras da arquidiocese, incluindo pagamentos a vítimas de abuso, e anunciou venda de terreno em Midtown Manhattan por 490 milhões de dólares (já havia vendido a antiga sede por 100 milhões).
O Vaticano anunciou a renúncia de Timothy Dolan, arcebispo de Nova York há 16 anos, figura ultraconservadora vinculada a Trump. Dolan completou 75 anos e deixou o cargo, abrindo espaço para uma renovação. Ronald Hicks, bispo de Joliet, Illinois, foi indicado para sucedê-lo. Hicks tem perfil próximo aos pobres e aos imigrantes e está alinhado ao Papa Francisco.
Hicks atua em linha com a visão de Leão XIV, que privilegia uma igreja mais próxima dos menos favorecidos. Ele cresceu em Chicago, conhece áreas próximas, já viveu em missão no Peru, El Salvador e foi vicário-geral do arcebispo Blase Cupich.
Dolan enfrentava dificuldades econômicas da arquidiocese, com indenizações a vítimas de abusos. A venda de terrenos em Midtown Manhattan, por cerca de 490 milhões de dólares, acompanha o contexto de medidas para reorganização financeira da diocese. A transição ocorre num momento de ajustes no episcopado norte-americano.
Renúncia e contexto
A saída de Dolan sinaliza possível redirecionamento estratégico da Igreja nos EUA, com foco maior em diálogo e inclusão, conforme o novo perfil indicado pelo Vaticano.
Perfil de Ronald Hicks
Nascido em Chicago e com atuação ligada a comunidades pobres e migrantes, Hicks já passou por experiências missionárias na América Central e principal atuação anterior como vice de Cupich, em Chicago. A nomeação reforça a linha de liderança que o Papa tem promovido nos EUA.
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