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Itália trava assinatura do acordo Mercosul-UE e adianta decisão para jan/2026

Itália adia assinatura do acordo Mercosul-UE, empurrando a decisão final para janeiro de 2026, enquanto protestos de agricultores ganham força na Bélgica e França

Agricultores protestam em Estrasburgo, na França 17/12/2025
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  • O acordo entre Mercosul e União Europeia foi adiado, com a assinatura prevista apenas para janeiro de 2026 devido à oposição da Itália.
  • A Itália pediu mais tempo para apresentar apoio do governo e do parlamento, empurrando a cerimônia que seria realizada na cúpula da UE.
  • Protestos violentos de agricultores na Bélgica e na França aconteceram durante a cúpula, com uso de gás lacrimogêneo e lançamentos de objetos pela polícia belga.
  • Líderes europeus, como Ursula von der Leyen e Friedrich Merz, disseram confiar que o acordo pode entrar em vigor após a aprovação italiana.
  • Macron afirmou que o texto atual não é aceitável e destacou a necessidade de salvaguardas e padrões de produção para as importações, especialmente de carne e açúcar.

O chanceler alemão e a presidente da Comissão Europeia manifestaram confiança de que a União Europeia poderá assinar o acordo de livre comércio com o Mercosul em janeiro, apesar do apoio inicial insuficiente em uma cúpula. A assinatura dependia da aprovação de uma maioria entre os Estados-membros, com a Itália pedindo mais tempo para analisar as questões agrícolas.

A Itália sinalizou que está pronta para apoiar o acordo assim que as preocupações dos agricultores forem resolvidas, o que poderia ocorrer em breve. O presidente brasileiro Lula informou ter tomado conhecimento do atraso pela primeira-ministra italiana Giorgia Meloni e afirmou que consultaria os parceiros do Mercosul na cúpula seguinte sobre os próximos passos.

Acordo há cerca de 25 anos em construção, envolvendo Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, seria o maior da UE em termos de cortes tarifários. Países como Alemanha, Espanha e alguns membros nórdicos veem potencial de impulso às exportações europeias e redução da dependência da China. Críticos franceses e italianos temem influxo de commodities que afetem agricultores locais.

Protestos e impactos

Na cúpula da UE, protests de cerca de 7.000 pessoas, em sua maioria agricultores, manifestaram-se em Bruxelas, com episódios de violência registrados. A polícia belga recorreu a gases lacrimogêneos e água para conter tumultos, que incluíram ataques a propriedades e depredação de vitrine.

Enquanto isso, lideranças da UE discutem salvaguardas para limitar importações de produtos agrícolas sensíveis. A França e a Itália continuam preocupadas com impactos sobre carne bovina, açúcar, aves e outros itens, caso o acordo seja aprovado sem garantias adequadas.

Macron afirmou que o texto atual é inadequado para o setor agrícola francês e pediu avanços para que o acordo possa ganhar uma nova conformação. Parlamentares europeus e governos estão buscando garantias de produção alinhadas a padrões mais rigorosos e recíprocos.

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