- Argentina, Paraguai, Panamá, Bolívia, Equador e Peru divulgaram documento conjunto pedindo o restabelecimento da ordem democrática na Venezuela e a libertação de presos políticos.
- Brasil, sob o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, não assinou o texto; Urioguai não aderiu, e Chile, como Estado associado, também não assinou.
- A nota denuncia preocupação com a crise migratória, humanitária e social na Venezuela e pede cumprimento de direitos humanos, devido processo legal e liberação de cidadãos presos arbitrariamente.
- A cúpula do Mercosul discutiu o tema, mas a declaração final não o incluiu por falta de consenso; o Brasil queria também criticar ações dos Estados Unidos e sanções, posição rejeitada pelos demais.
- Discrepâncias entre os líderes ficaram explícitas: Milei defendeu pressão dos EUA sobre Maduro, enquanto Lula destacou que intervenção militar seria uma catástrofe e pediu saída diplomática.
Um grupo de seis países divulga um texto conjunto pedindo o restabelecimento da ordem democrática na Venezuela e a libertação de presos políticos, enquanto o Brasil não assina. O comunicado foi divulgado neste sábado, durante a cúpula do Mercosul.
Os signatários foram Argentina, Paraguai, Panamá, Bolívia, Equador e Peru. O documento expressa preocupação com a crise migratória, humanitária e social na Venezuela, e pede respeito aos padrões de direitos humanos, devido processo legal e restauração da democracia, sem mencionar sanções de forma direta.
O Brasil, liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não integrou o texto. Segundo informações adversas, a divergência ocorreu em relação a incluir críticas ao movimento militar dos Estados Unidos na região e às sanções unilaterais impostas à Venezuela, posição rejeitada pelos demais membros. O Itamaraty não se pronunciou até a publicação.
Divergências no Mercosul
A cúpula evidenciou também diferenças entre os chefes de Estado sobre a situação venezuelana. O presidente argentino, Javier Milei, defendia maior pressão internacional sobre o regime de Maduro. Por outro lado, Lula afirmou que qualquer intervenção militar no país seria uma catástrofe para a região e defendeu uma saída diplomática.
Na prática, além do Brasil, o Uruguai e o Chile — este último como Estado associado — não aderiram ao texto sobre a Venezuela. A decisão ocorreu após debates internos durante a reunião liderada pelo bloco, que ocorreu neste fim de semana em um país ainda não divulgado neste relatório.
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