- Lula afirmou, na Cúpula do Mercosul em Foz do Iguaçu, que intervenção armada na Venezuela seria catástrofe humanitária e precedente perigoso.
- Durante a sessão plenária, o presidente disse que a presença militar extrarregional coloca em risco a soberania da América do Sul.
- O discurso ocorreu no encerramento da presidência brasileira do Mercosul, em meio à escalada entre Estados Unidos e Venezuela e aos bloqueios e interceptação de navios sancionados.
- O governo dos Estados Unidos anunciou bloqueio naval a petroleiros sancionados que entram e saem da Venezuela; também houve interceptação de navio-tanque sancionado que deixava o país.
- Lula ressaltou que as ameaças à soberania sul-americana chegam por meio de guerras, forças antidemocráticas e atuação do crime organizado, defendendo a soberania regional.
Em meio à crise entre EUA e Venezuela, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva alertou, na Cúpula do Mercosul, que intervenção armada na Venezuela seria uma catástrofe humanitária e um precedente perigoso para a região.
Lula discursou durante a sessão plenária em Foz do Iguaçu, no Paraná, na manhã deste sábado, encerrando a presidência brasileira no bloco. O tema central foi a presença militar de potências extrarregionais na área.
Segundo o presidente brasileiro, a presença militar na região coloca em risco a soberania sul-americana e agrava tensões políticas. O discurso ocorreu em meio a novas sanções impostas pelos EUA contra a Venezuela.
Na mesma semana, o governo americano anunciou bloqueio naval a petroleiros sancionados que circulam pela Venezuela. A medida também envolveu a interceptação de navios ligados ao governo venezuelano.
Além das ações com navios, Washington intensificou a presença militar na região. As declarações de Lula reforçam o debate sobre soberania e o uso de sanções como instrumentos de pressão.
O governo venezuelano acusa intervenção ilegal e brutal, enquanto os EUA defendem ações como parte do combate ao narcotráfico. Maduro e autoridades americanas trocam acusações em meio à escalada regional.
Lula apontou que as ameaças à soberania sul-americana se expressam por meio de guerras, pressões políticas e atividades do crime organizado, sinalizando a necessidade de cooperação regional para evitar desdobramentos.
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