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Lula afirma que intervenção na Venezuela seria catástrofe humanitária

Lula alerta para potencial intervenção militar dos EUA na Venezuela e catástrofe humanitária, enquanto diplomacia busca evitar conflito na região

Luiz Inácio Lula da Silva na sessão plenária da Cúpula de Presidentes e Chefes de Delegação dos Estados Partes do Mercosul e dos Estados Associados
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  • Durante discurso no Mercosul, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva alertou sobre o risco de conflito armado na região com possível intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela, mencionando teste de limites do direito internacional e potencial catástrofe humanitária.
  • Lula disse que uma intervenção na Venezuela seria uma catástrofe humanitária para o hemisfério e um precedente perigoso para o mundo, ressaltando que os Estados Unidos já cercam o Caribe e tentam bloquear navios venezuelanos.
  • Desde setembro, foram registrados vinte e cinco ataques a embarcações no Caribe por forças militares americanas, com pelo menos noventa e cinco mortos.
  • O presidente informou ter mantido conversas por telefone com o presidente Nicolás Maduro e com o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, buscando uma solução diplomática para evitar o confronto armado.
  • Lula prometeu ligar novamente para Trump antes do Natal e disse ter orientado o chanceler Mauro Vieira a não se afastar do Brasil caso a situação piore, indicando que o Brasil pode contribuir para evitar o conflito.

Durante discurso no Mercosul, o presidente Lula alertou para o risco de conflito armado na América do Sul, em função de uma possível intervenção dos EUA na Venezuela. O tema foi apresentado como teste aos limites do direito internacional e potencial gerador de uma grave crise humanitária.

Lula disse que, passadas quatro décadas desde a Guerra das Malvinas, o continente volta a ter presença militar externa, destacando a necessidade de evitar ações que escalem o uso da força. O tom foi de alerta sobre as consequências de uma invasão para a região.

Tanto EUA quanto Venezuela permanecem no centro de tensões. As tropas americanas mantêm operações no Caribe, com bloqueio de navios venezuelanos sob a justificativa de combate ao narcotráfico. Cerca de 25 ataques a embarcações venezuelanas foram registrados desde setembro, resultando em dezenas de mortes.

Diplomacia em curso

O governo brasileiro informou, em entrevista ao Planalto, que Lula manteve conversas por telefone com Nicolás Maduro e com Donald Trump na tentativa de buscar uma solução diplomática. O objetivo, segundo o presidente, é evitar confronto armado na América Latina e facilitar cooperação entre Brasil, Venezuela e outros países.

Lula afirmou que, se houver interesse de apoio do Brasil, o país está disposto a conversar para evitar uma escalada. O presidente ressaltou a necessidade de entender os reais interesses por trás das medidas anunciadas pelos Estados Unidos para avaliar caminhos de negociação.

O Brasil também trabalha para manter canais abertos com as partes envolvidas e pretende ligar novamente para Trump antes do Natal. O chanceler Mauro Vieira foi orientado a atuar com cautela, mantendo o Brasil próximo de seus vizinhos para evitar uma crise maior.

A situação no Caribe segue em monitoramento internacional, com diplomatas avaliando possibilidades de mediação. Não houve anúncio de ações militares coordenadas pelo Brasil, que reforça a posição de buscar soluções pacíficas e diplomáticas para a região.

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