- Durante a cúpula do Mercosul em Foz do Iguaçu, Lula alertou que intervenção militar dos EUA na Venezuela seria “catástrofe humanitária” e estabeleceria precedente perigoso.
- Milei, em contrapartida, apoiou a pressão de Washington e de Donald Trump sobre Maduro, dizendo que o cerco busca libertar o povo venezuelano.
- Milei chamou Maduro de narcoterrorista e pediu fim de aproximação tímida do Brasil com a crise venezuelana.
- O governo americano tem aumentado ações contra a Venezuela, incluindo bloqueio de petroleiros e sanções a familiares de Maduro, sob alegação de combate ao narcotráfico.
- Lula reiterou a importância do diálogo e afirmou que conversar é mais barato do que agir com guerra, citando diálogo com Trump e com Maduro durante a semana.
Durante a cúpula do Mercosul, realizada em Foz do Iguaçu (PR) neste sábado, Lula e Milei divergiram sobre a atuação dos Estados Unidos na Venezuela. O encontro ocorreu em meio a pressões de Washington contra o governo de Nicolás Maduro.
Lula afirmou que a presença militar externa na região é um risco para a paz e classificou uma intervenção na Venezuela como uma catástrofe humanitária e um precedente perigoso para o mundo. Ele lembrou que o continente viveu tensões desde a Guerra das Malvinas e ressaltou o respeito ao direito internacional.
Milei respondeu defendendo a pressão dos EUA, incluindo ações militares, para liberar o povo venezuelano. O presidente argentino caracterizou Maduro como um líder de regime autoritário e afirmou que a via de aproximação seria insuficiente diante da crise política, social e humanitária no país.
Poseções divergentes sobre a Venezuela
O governo americano tem afirmado que atua para combater narcotráfico e redes criminosas associadas à Venezuela, apresentando medidas de bloqueio e pressão econômica. O tema ganhou destaque na sessão da cúpula, com a defesa de medidas mais duras para pressionar Maduro.
Trump já sinalizou não descartar intervenção militar na Venezuela, reforçando o cerco a navios e ativos no Caribe e no Pacífico. As ações de Washington são apresentadas como parte de uma estratégia de segurança regional, segundo autoridades americanas.
Lula também sinalizou a busca por vias diplomáticas. Em entrevistas recentes, o presidente afirmou que o diálogo é mais eficaz que a guerra e mencionou conversas com Maduro e com Trump como forma de evitar confrontos.
Entre na conversa da comunidade