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Mercosul defende proteção de crianças no ambiente digital

Mercosul aprova declaração conjunta para proteger crianças em ambientes digitais, com cooperação regional, educação digital e responsabilização de plataformas frente a crimes cibernéticos e grooming

Os irmãos Clara Santana (10) e Pedro Santana (13), são vistos com celular na mão embaixo de um cobertor. Uma a cada 3 crianças tem perfil aberto em redes, alerta pesquisa Dados foram divulgados nesta terça pela Unico e Instituto Locomotiva Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
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  • Mercosul aprovou uma declaração conjunta sobre proteção de crianças e adolescentes em ambientes digitais na cúpula de líderes em foz do Iguaçu, com participação dos presidentes dos países-membros.
  • O bloco expressou preocupação com crimes cibernéticos envolvendo menores, como cyberbullying, violação de privacidade, grooming, discriminação e incitação à automutilação ou suicídio.
  • Também mencionou inquietação com extremismo violento online e com os impactos da inteligência artificial que podem oferecer riscos adicionais para crianças e adolescentes.
  • Entre as medidas, estão educação digital e cooperação entre ministérios de segurança pública e justiça, cumprimento das leis locais pelas plataformas e adoção de design de segurança, privacidade e proteção de dados.
  • A declaração aponta a necessidade de salvaguardas não assimétricas entre os países e cooperação para aperfeiçoar políticas públicas, investindo na proteção contra abuso e exploração sexual online e na repressão a crimes transfronteiriços.

Os países do Mercosul aprovaram neste sábado, 20, uma declaração conjunta sobre proteção de crianças e adolescentes em ambientes digitais. A medida foi adotada na Cúpula de Líderes realizada em Foz do Iguaçu, no Paraná, com a participação de presidentes e ministros de Relações Exteriores de cada país.

Segundo o texto, o bloco manifestou preocupação com o aumento de crimes cibernéticos envolvendo menores, como cyberbullying, violação de privacidade, abuso e exploração sexual, além de discriminação e incitação à automutilação. A declaração também aborda riscos ligados ao extremismo violento online.

Outra preocupação mencionada é o impacto das inovações em inteligência artificial, que podem facilitar a criação de conteúdos e interações digitais indevidos que atinjam crianças e adolescentes. Os países defendem medidas para mitigar esses riscos.

Medidas propostas

O documento destaca a importância da educação digital e midiática desde a infância, com foco em segurança, competências digitais e desenvolvimento de habilidades socioemocionais. A ideia é promover engajamento responsável em ambientes digitais.

Foi anunciada a abertura de uma reunião entre ministros de segurança pública e de Justiça dos países, além de forças policiais da região, para trocar experiências e boas práticas no combate a crimes cibernéticos que afetam menores.

Os Estados também serão incentivados a assegurar que serviços digitais operem conforme as legislações locais de proteção de direitos de crianças e adolescentes. Empresas de tecnologia devem adotar padrões elevados de segurança, privacidade e proteção de dados desde o design.

As salvaguardas devem ser aplicadas de forma equilibrada entre os países, conforme a declaração. O bloco se compromete a cooperar para fortalecer capacidades institucionais e políticas públicas que enfrentem os desafios do ambiente digital.

Acordos incluem fortalecer a proteção legal contra abuso e exploração sexual online e offline, responsabilizar envolvidos e promover cooperação internacional em investigações transnacionais.

ECA Digital no Brasil

No contexto nacional, a lei brasileira denominada ECA Digital foi sancionada, apresentando obrigações para plataformas oferecerem medidas para prevenir que menores acessem conteúdos nocivos.

A norma impõe mecanismos mais confiáveis de verificação de idade, regula a publicidade voltada a crianças, e estabelece regras para coleta e tratamento de dados. Também trata de supervisão parental e uso de jogos eletrônicos, proibindo jogos de azar para menores.

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