- Durante a cúpula do Mercosul em Foz do Iguaçu, o argentino Javier Milei defendeu a ação dos Estados Unidos na Venezuela, contrária ao tom de Lula minutos antes.
- Milei chamou Nicolás Maduro de ditador e narcoterrorista e pediu que os demais membros apoiem a posição contra o governo venezuelano.
- O argentino afirmou que “o tempo da timidez já passou” e incentivou condenação explícita ao regime venezuelano.
- Milei ainda mencionou o Nobel da Paz entregue a María Corina Machado, oposicionista venezuelana, em meio ao discurso.
- Pouco antes, Lula criticou a crise entre Estados Unidos e Venezuela e alertou para a possibilidade de uma intervenção armada, destacando riscos à soberania regional.
O Mercosul realizou a cúpula em Foz do Iguaçu, no Paraná, quando o presidente argentino Javier Milei defendeu a ação dos Estados Unidos na Venezuela. A posição contraria o discurso do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, que havia alertado sobre riscos de intervenção armada.
Milei descreveu Nicolás Maduro como ditador e narcoterrorista e pediu que os blocos membros endossem a posição pró-EUA para libertar o povo venezuelano. O argentino também convocou os demais membros a condenarem de forma inequívoca o regime venezuelano.
Ainda durante o encontro, Milei celebrou o Nobel da Paz concedido a María Corina Machado, principal oposicionista de Maduro. O discurso ocorreu pouco depois de Lula ter criticado a crise entre Washington e Caracas.
Divergência na cúpula
Pouco antes das palavras de Milei, Lula havia questionado a crise entre EUA e Venezuela, ressaltando a possibilidade de uma catástrofe decorrente de uma intervenção armada. O presidente brasileiro também destacou que a região volta a sufrir com a presença de potências militares, ressaltando a soberania regional.
O presidente do Paraguai assumiu o comando do Mercosul no fim de semana, abrindo espaço para novas dinâmicas no bloco. As falas destacam tensões internas sobre como lidar com a Venezuela sob pressão internacional.
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