- O Brasil não assinou o comunicado conjunto sobre a Venezuela, divulgado à margem da cúpula do Mercosul em Foz do Iguaçu (PR) no sábado, 20, sob a presidência brasileira.
- O Planalto teme que o texto seja visto como apoio à possível ação militar dos Estados Unidos; Lula manteve conversas com Maduro e Trump para buscar solução diplomática.
- Assinam o documento Milei (Argentina), Peña (Paraguai) e Mulino (Panamá), com apoio também de autoridades da Bolívia, Equador e Peru; a Venezuela segue suspensa do Mercosul.
- O comunicado reitera o compromisso com a restauração da ordem democrática e com o respeito aos direitos humanos, mantendo o Protocolo de Ushuaia e a defesa da democracia.
- Lula afirmou que intervenção na Venezuela seria catástrofe humanitária e criaria precedente perigoso; Milei chamou Maduro de narcoterrorista e elogiou ações militares na costa venezuelana.
O Mercosul, sob liderança da Argentina, divulgou um comunicado sobre a Venezuela durante a cúpula realizada neste sábado em Foz do Iguaçu. A carta defende o restabelecimento da democracia e o respeito aos direitos humanos no país caribenho, que já teve suspensão do bloco. Lula não assinou o documento.
O comunicado foi elaborado por Milei, Peña e Mulino e contou com apoio de autoridades da Bolívia, Equador e Peru. O Planalto teme que a carta seja interpretada como respaldo a ação militar dos EUA na Venezuela, o que o Brasil não deseja.
Lula discutiu a situação com Maduro e com Trump por telefone, buscando uma solução diplomática. O presidente afirmou que uma intervenção teria consequências humanitárias graves e criaria um precedente perigoso para a região.
Contexto regional
Milei criticou Maduro, chamando-o de narcoterrorista, durante discurso à imprensa na cúpula. O texto do Mercosul não menciona diretamente a presença militar norte-americana ou as tensões entre EUA e Venezuela. O Mercosul já suspendera a Venezuela em 2017, por rupturas democráticas.
A carta reafirma o compromisso com o Protocolo de Ushuaia e a defesa da democracia, pedindo a libertação de presos políticos e mecanismos para garantia de direitos. O bloco busca manter canais diplomáticos ao tratar de migrantes, crise humanitária e governança venezuelana.
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