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EUA interceptam novo petroleiro na costa da Venezuela

Nova interceptação de petroleiro na costa da Venezuela pelos EUA em águas internacionais aumenta tensão; Maduro denuncia roubo e desaparecimento de tripulação

Governo Trump escala a crise com a Venezuela ao sancionar sobrinhos de Maduro e apreender um navio carregado de petróleo. Fotos: Federico PARRA / AFP e ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP
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  • interceptação de novo petroleiro pela Guarda Costeira dos EUA, com apoio do Departamento de Guerra, ocorreu no amanhecer de 20 de dezembro em águas internacionais, segundo Kristi Noem.
  • navio de bandeira panamenha transportava óleo cru e havia partido recentemente da Venezuela, conforme The New York Times, citando fontes do setor petrolífero venezuelano.
  • operação foi apoiada pelo Exército dos EUA e ocorreu em águas internacionais, segundo a CNN.
  • a Venezuela denunciou roubo e sequestro da tripulação, prometendo responsabilizar os autores.
  • os EUA acusam Nicolás Maduro de chefiar uma rede de narcotráfico e dizem combater o movimento ilícito de petróleo usado para financiar narcoterrorismo; Maduro nega as acusações.

O governo dos Estados Unidos interceptou um novo petroleiro na costa da Venezuela antes do amanhecer de 20 de dezembro, em águas internacionais. A operação foi anunciada pela Secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, que afirmou ter contado com apoio do Departamento de Guerra e que o navio havia aportado pela última vez na Venezuela. O objetivo, segundo ela, é combater o tráfico de petróleo usado para financiar atividades ilícitas na região.

Ação ocorreu no contexto de pressão norte-americana sobre Caracas, já ampliada por um bloqueio petrolífero. A interceptação foi descrita como parte de uma campanha para frear o que EUA chamam de narcotráfico e vício em sanções. Fontes americanas e venezuelanas citadas pelo The New York Times indicam que o petroleiro era de bandeira panamenha e transportava óleo cru, tendo zarpado recentemente da Venezuela e se encontrado em águas caribenhas. A CNN também informou que a operação contou com o apoio do Exército dos EUA.

Detalhes da interceptação

Segundo a Secretaria, a ação ocorreu em mar aberto e não houve menção de confronto com tripulação. Autoridades venezuelanas qualificam o ato como roubo, sequestro e desaparecimento de parte da tripulação, prometendo responsabilizar os autores. Em Caracas, o ministro da Defesa afirmou que o país enfrenta ataques de propaganda e pressão militar, reforçando que não teme intimidações.

A Venezuela já havia denunciado uma primeira apreensão na semana anterior, considerada por Maduro como pirataria naval. O governo venezuelano aponta consequências legais para os responsáveis e solicita apuração internacional. Ainda sem resposta oficial das autoridades americanas, o caso segue sob monitoramento de agências internacionais.

Reações e próximos passos

Os Estados Unidos acusam Nicolás Maduro de liderar uma rede de narcotráfico vinculada a operações de petróleo, enquanto o governo venezuelano nega as acusações. Trata-se de mais uma rodada de tensões entre as duas nações, com impactos ainda incertos para o fluxo de petróleo na região.

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