- O Exército de Libertação Nacional (ELN) anunciou uma trégua unilateral na Colômbia para as festas de Natal e Ano Novo, de 24 de dezembro a 3 de janeiro de 2026.
- A pausa vale apenas contra as forças armadas do Estado e não envolve operações militares ofensivas, segundo comunicado divulgado pelo ELN.
- A decisão vem poucos dias após um ataque com drones e explosivos que deixou sete soldados mortos e 30 feridos em uma base militar no norte do país.
- A direção do ELN afirmou que não pretende atacar a população durante o cessar-fogo.
- Os diálogos de paz entre o governo, sob a liderança de Gustavo Petro, e o ELN estão suspensos desde 2024.
O grupo guerrilheiro Exército de Libertação Nacional (ELN) anunciou uma trégua unilateral na Colômbia para as festas de Natal e Ano Novo. O cessar-fogo, que vale para as Forças Armadas do Estado, vai de 24 de dezembro a 3 de janeiro de 2026.
A medida ocorre após um ataque com drones e explosivos que deixou sete militares mortos e 30 feridos em uma base no norte do país. O ELN afirmou que não haverá operações militares ofensivas contra as forças estatais durante o período.
Contexto e motivações
O anúncio surge num momento de tensão, já que a direção nacional também declarou que, neste intervalo, não haverá ações que afetem a população civil. Dialogos de paz entre o governo e o ELN estão suspensos desde 2024.
O governo de Gustavo Petro tentou retomar as negociações sob a política de paz total, lançada em 2022, com o objetivo de desmobilizar grupos armados via diálogo. Embora tenham ocorrido aproximações, a maioria não avançou.
Reações e perspectivas
Defensores públicos expressaram alívio com a trégua, mas destacaram a angústia causada por ações do ELN. Informaram que ataques anteriores geraram danos significativos à população civil, exigindo monitoramento independente.
Especialistas apontam que o cessar-fogo pode impactar o ambiente de segurança nas regiões controladas pelo ELN, onde outros grupos armados também atuam. O episódio recente reacendeu o debate sobre caminhos para a paz.
O anúncio foi divulgado por meio de comunicado da liderança do ELN, que ressaltou que a trégua não representa uma política permanente e não altera a necessidade de uma solução política.
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