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Irmã de vítima de Epstein denunciou-o em 1996; FBI não investigou, arquivos

Relato de Maria Farmer em 1996 sobre fotos de suas irmãs não foi investigado pelo FBI, prolongando abusos de Epstein por anos

From left, sisters Annie Farmer and Maria Farmer in an undated photo.
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  • Em 1996, Maria Farmer informou ao FBI que Jeffrey Epstein “roubou” fotos nuas de suas irmãs e que ele pretendia vendê-las.
  • A acusação de Maria não aparece claramente reconhecida pelo FBI nem pela apuração interna, e o documento não foi citado no relatório oficial.
  • Annie Farmer, irmã de Maria, testificou em 2021 que tinha 16 anos quando Ghislaine Maxwell abusou dela com Epstein presente, e que Maria foi usada como acesso.
  • Mesmo após o relato, Epstein continuou a abusar de meninas por anos, com acusações envolvendo dezenas de vítimas após a denúncia inicial.
  • A divulgação recente trouxe críticas à atuação do FBI e à demora em investigar o caso, ressaltando o impacto para centenas de vítimas.

Maria Farmer, artista que trabalhou para Jeffrey Epstein em 1996, acionou autoridades ao relatar que o financier roubou fotos nuas das irmãs Annie e Maria. A revelação continua após a divulgação de um relatório do FBI, que aponta falhas da investigação.

Segundo o relatório policial, Maria disse que fotografou as próprias irmãs para fins artísticos, com 12 e 16 anos na época. Epstein teria roubado as fotos e negativos e possivelmente as vendeu a compradores. O documento também cita uma ameaça de fogo caso a denúncia fosse divulgada.

A imprensa descreve que o FBI não reconheceu publicamente o relato de Maria Farmer, e não há confirmação oficial sobre o que foi feito com o material recebido pela instituição. A omissão é discutida em meio a investigações sobre a atuação do governo na época.

Contexto do relato

Annie Farmer, irmã de Maria, testemunhou no julgamento de Ghislaine Maxwell em 2021 quando tinha 16 anos, descrevendo abusos ocorridos no rancho de Epstein no Novo México. Segundo relatos, Maxwell participou de atividades de preparação para os abusos de Epstein.

As denúncias de Annie apontam que Epstein e Maxwell teriam usado Maria como forma de acesso às vítimas, com visitas à mansão de Epstein em Nova York entre 1995 e 1996. Annie relatou ainda episódios de contato físico inadequado durante encontros com Epstein.

A reportagem aponta que, posteriormente, Epstein continuou a abusar de meninas por anos, com acusações que vieram à tona apenas na década de 2000. O caso ganhou nova atenção após a divulgação de documentos oficiais.

Repercussão e próximos passos

Advogada de Maria Farmer afirmou que a divulgação parcial dos arquivos representa avanços, mas cobra maior transparência e responsabilidade do FBI. A defesa sustenta que a liberação pode impactar centenas de vítimas.

Maria Farmer mantém uma ação judicial contra o governo federal, buscando reparação pelos danos causados pela resposta institucional. A defesa alega que a falha na apuração prolongou o ciclo de violência contra as sobreviventes.

Annie Farmer destacou em entrevistas que ver o material escrito reforça a necessidade de responsabilização e de uma apuração completa. A família reforça apelos por investigações adicionais e maior clareza sobre o tratamento do caso pelo FBI.

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