- O presidente dos EUA nomeou Jeff Landry, governador da Louisiana, como enviado especial para Greenland, sinalizando interesse em controlar ou até anexar a região.
- Copenhagen convocou o embaixador dos EUA após a nomeação; Landry afirmou em redes sociais que pretende tornar Greenland parte dos EUA.
- Trump já ameaçou tomar Greenland, argumentando que seus recursos e posição estratégica são vitais para a segurança nacional.
- Ao longo de 2025, houve pressão diplomática dos EUA sobre Greenland e Dinamarca, incluindo viagens oficiais e relatos de tentativas de influência; foram suspensas licenças de cinco projetos eólicos offshore.
- Greenland e Dinamarca rejeitam as pretensões, com o premiê de Greenland afirmando que a nomeação não muda nada, e a Dinça severamente criticando a medida.
O governo dos Estados Unidos designou um enviado especial para a Groenlândia, território semiautoônomo da Dinamarca, sob o governo do presidente Donald Trump. A nomeação ocorreu pouco antes de a Dinamarca ter sido chamada a esclarecer a postura de Washington sobre a região.
O escolhido é Jeff Landry, governador da Louisiana, aliado de Trump. A Administração pediu que o embaixador dos EUA em Copenhague seja convocado, destacando a importância estratégico-energética da Groenlândia para a segurança nacional americana.
Trump já havia sinalizado repetidas vezes a possibilidade de tomar controle da Groenlândia, citando recursos e posição geográfica como relevantes para a defesa dos aliados. A Groenlândia é autônoma, mas depende de decisões de Copenhague.
Ao longo de 2025, Washington manteve pressão sobre Groenlândia e Dinamarca para avançar a agenda. Em março, uma delegação dos EUA, incluindo o vice-presidente na época, visitou a ilha para demonstrar interesse na aquisição do território.
Na Dinamarca, autoridades ficaram alertas. O ministro das Relações Exteriores dinamarquês classificou a nomeação como inaceitável, ressaltando que a Groenlândia não está à venda e que a integridade territorial deve ser respeitada.
Entre os desdobramentos, houve relatos de atuações de indivíduos ligados aos EUA tentando influenciar a sociedade groenlandesa de forma encoberta, segundo a imprensa dinamarquesa. Além disso, o governo americano suspendeu contratos de cinco projetos eólicos offshore, incluindo dois da estatal Ørsted.
A Groenlândia e a Dinamarca reiteraram que a ilha pertence aos groenlandeses e que a relação com a Dinamarca permanece estável. Autoridades locais destacam que a novação de cargos não altera a política regional daqui para frente.
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