- Em 2025, Donald Trump ficou no centro da agenda geopolítica, com tarifas, guerra comercial e tentativas de atuar como mediador em conflitos globais.
- Trump 2.0 surge cercado por aliados que incentivam e apoiam suas ações, impulsionando medidas com maior intensidade que no primeiro mandato.
- A nova Estratégia de Segurança difere da anterior: vê Rússia e China como pares ou aliados próximos, com a Europa como desafio principal e ênfase em esferas de influência e relações econômicas com a Rússia.
- Surpresas incluem menor acúmulo de hostilidade com a China do que o esperado, revisão de controles de tecnologia herdados do governo Biden e uso expressivo de decretos para políticas domésticas.
- Momentos-chave envolvem o encontro com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky na Casa Branca, além de movimentos diplomáticos com o Reino Unido, África do Sul e Israel no contexto do conflito em Gaza.
O ano de 2025 trouxe turbulência geopolítica global, com Donald Trump no centro das atenções. O presidente dos EUA, segundo a cobertura, intensificou tarifas, conduziu relações externas e tentou atuar como mediador em conflitos, moldando o curso de decisões internacionais.
Em entrevista ao FP Live, o jornalista Peter Baker, correspondente-chefe da White House do New York Times, analisa o ano. O episódio está disponível para assinantes, com versão em vídeo e podcast. O presente texto apresenta a transcrição condensada e editada.
- Trump 2.0 continua a imprimir um estilo agressivo, porém com menor restrição institucional. A diferença mais notável está na equipe ao redor, mais alinhada e disposta a impulsionar as ações do presidente.
- Do ponto de vista estratégico, Trump 2.0 tende a priorizar a ação externa, com menor uso de Congressos para políticas domésticas, recorrendo a decretos para reformas internas.
Entre os temas centrais, a visão sobre a China mudou. O governo anterior delineava uma estratégia mais confrontacional; em 2025, a linha parece mais moderada, com ênfase em relações econômicas enquanto se discute a influência de Pequim. A percepção de que a Europa é o grande desafio também é destacada pelo interlocutor.
A política externa tem revelado surpresas. As lecturesuras de política interna mostraram que Trump buscou avanços em guerras e negociações globais, incluindo esforços para abrir caminhos de paz, ainda que com controvérsias sobre métodos e resultados. Análises ressaltam que o presidente atua de forma mais difundida no cenário internacional.
O ano também registrou momentos marcantes com líderes estrangeiros. Em fevereiro, o encontro com o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy gerou debates ao vivo sobre estratégias de apoio a Kiev. A repercussão ressaltou o uso de plataformas midiáticas para transmitir mensagens diplomáticas.
Casos com demais chefes de Estado também chamaram a atenção. Visitas políticas ao Palácio, cartas e mensagens oficiais, além de cenas públicas em que líderes tentaram navegar entre elogios e cautelas frente ao modo de conduzir de Trump. A posição dos aliados europeus variou conforme o tom das interlocuções.
No âmbito árabe e africano, houve discussões sobre alianças e cooperação, com relatos de tensões e tentativas de acordos de cooperação energética e de segurança. Em paralelo, a política de mídia pública dos EUA ganhou destaque, com mudanças em agências e plataformas de comunicação estatais.
Para o Mirror do Oriente Médio, a relação entre EUA e Israel permanece complexa. A gestão de crises no conflito Gaza-Israel, assim como estratégias de paz, são avaliadas com cautela, dado o peso da transparência pública e das pressões em Washington. Perguntas sobre o equilíbrio entre apoio estratégico e pressões diplomáticas persistem.
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