- Em 16 de janeiro, a Starship, da SpaceX, explodiu durante o lançamento nos Estados Unidos, a maior nave já testada no país, com destroços sobre o Caribe próximo a San Juan.
- Documentos da FAA, obtidos pelo Wall Street Journal, indicam que aeronaves com cerca de 450 pessoas a bordo — JetBlue, Iberia e um jato executivo — passaram perto de detritos em chamas.
- Os pilotos da Iberia e do jato executivo declararam emergências de combustível e contornaram a zona temporária de exclusão; destroços caíram na região por cerca de cinquenta minutos, e as três aeronaves pousaram com segurança.
- A SpaceX inicialmente não comentou; depois, afirmou que as informações divulgadas eram enganosas. A JetBlue afirmou manter voos com segurança, e a Iberia disse que passou pela área após a queda dos destroços.
- Em fevereiro, a FAA criou um painel de especialistas para reavaliar riscos de detritos espaciais; a análise ganhou urgência em março e foi suspensa em agosto.
O que aconteceu: documentos da FAA, obtidos pelo Wall Street Journal, mostram que a explosão da Starship em janeiro colocou três aviões em risco na região do Caribe, próxima a San Juan. A missão ocorreu em 16 de janeiro e envolveu a Starship, a maior nave já lançada pelos EUA.
Quem esteve envolvido: aeronaves da JetBlue, Iberia e um jato executivo estiveram no ar quando a Starship explodiu. Ao todo, cerca de 450 pessoas estavam a bordo das três aeronaves. A Starship não era tripulada no momento do incidente.
Quando e onde: o episódio ocorreu durante o lançamento da Starship, sobre o Caribe, na região próxima a San Juan, em pleno período da tarde (horário local ainda na esperança de confirmação). A queda de destroços ocorreu por aproximadamente 50 minutos após a explosão.
Por quê: a explosão gerou detritos incandescentes que caíram na região, levando pilotos a declarearem emergências de combustível e a circularem pela área de exclusão temporária, a depender das decisões para evitar riscos de fragmentos.
Riscos e desdobramentos: segundo o jornal, os destroços caíram ao longo do Caribe por quase uma hora. As três aeronaves conseguiram aterrissar com segurança, conforme apurou o veículo de comunicação. A FAA criou, em fevereiro, um grupo de especialistas para reavaliar os riscos de detritos espaciais.
Reações e esclarecimentos: a SpaceX inicialmente não comentou o caso. Após a publicação, a empresa disse que as informações apresentadas eram enganosas. A JetBlue afirmou que todos os voos evitaram áreas com detritos. A Iberia informou ter passado pela área apenas após a queda dos destroços.
Contexto técnico: na ocasião, a Starship sofreu desmontagem não programada relacionada aos motores, o que levou à interrupção do contato com a nave pouco depois das 19h30 (horário de Brasília). A SpaceX disse que as investigações estavam em curso.
Sobre a Starship: a nave tem 120 metros de altura combinando a estrutura com o propulsor Super Heavy, e diâmetro de 9 metros. Pode transportar até 100 pessoas, é projetada para reutilização e tem capacidade para até 250 toneladas em descarte após missão. Está em fase de testes desde 2019 e visa uso no programa Artemis, da NASA, além de possíveis jornadas futuras a Marte.
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