- Camboja aceitou iniciar negociações sobre a disputa na fronteira ainda nesta semana, em reunião da Asean em Kuala Lumpur, dentro do Comitê Conjunto de Fronteiras (JBC), na quarta-feira, 24.
- Confrontos iniciados neste mês deixaram pelo menos 23 mortos na Tailândia e 20 no Camboja, além de mais de 900 mil deslocados dos dois lados.
- A disputa envolve demarcação da fronteira de oitocentos quilômetros e uma série de templos antigos na zona limítrofe.
- O Camboja afirmou que os combates prosseguiam, enquanto a Tailândia é acusada de ter lançado artilharia; autoridades de ambos os países se culpam mutuamente.
- A Malásia, que preside a Asean, convocou o encontro; governantes destacaram que cessar-fogo depende de ações, não apenas de anúncios.
O chanceler da Tailândia afirmou que Camboja aceitou iniciar negociações sobre a disputa na fronteira ainda nesta semana. A declaração foi feita após uma reunião regional na Malásia, onde diplomatas buscaram reduzir confrontos entre os dois países do Sudeste Asiático.
Confrontos entre Tailândia e Camboja têm deixado mortos e feridos desde o início do mês. Até o momento, foram registrados 23 mortos na Tailândia e 20 no Camboja, além de mais de 900 mil deslocados em ambos os lados.
A origem do conflito envolve uma fronteira de 800 km definida no período colonial, além de uma faixa com templos antigos ao longo da linha limítrofe. As disputas já passaram por diversas escaladas locais.
O ministro das Relações Exteriores da Tailândia, Sihasak Phuangketkeow, informou que a negociação ocorrerá no âmbito do Comitê Conjunto de Fronteiras, o JBC, na quarta-feira, 24. A proposta partiu do Camboja.
O Camboja não comentou a notícia, mas informou à imprensa que os combates persistiam à tarde, com acusações de artilharia por parte da Tailândia. Um civil chinês ficou ferido, segundo o Ministério do Interior cambojano.
O chanceler tailandês destacou que o encontro não garante uma trégua imediata. Segundo ele, cessar-fogo exige ações concretas e não apenas anúncios, reforçando a necessidade de cumprimento dos acordos.
Avanço nas negociações
A reunião desta segunda-feira ocorreu sob a liderança da Malásia, presidente da Asean, instituição que busca reduzir a escalada com mediação regional. O encontro também reteve a atenção internacional, após declaração anterior associada a um esforço de mediadores.
Ao abrir a sessão da Asean, o chanceler malaio pediu a interrupção dos combates e alertou sobre as consequências da escalada para populações locais. O objetivo é evitar agravamentos humanitários na região.
Fontes oficiais ressaltaram que cada país culpa o outro pela escalada, mantendo posições sobre legítima defesa. O próximo passo é confirmar termos práticos para reduzir a violência e avançar para negociações duradouras.
Entre na conversa da comunidade