- A administração dos Estados Unidos usou poder econômico e militar para obter concessões na região, com Marco Rubio anunciando política “Americas First” e viagem de fevereiro a cinco países.
- Panamá cedeu às pressões dos EUA para que a CK Hutchison vendesse participação em dois portos do Canal de Panamá.
- Nações sul-americanas enfrentaram pressões: o presidente colombiano Gustavo Petro rompeu acordo de não aceitar voos de deportação; no Brasil, Jair Bolsonaro foi condenado por tentativa de golpe e houve sanções americanas.
- Em El Salvador, o governo de Nayib Bukele abriu caminho para detenção de migrantes deportados; autoridades destacaram o “gesto extraordinário” segundo Rubio.
- Ataques de barcos no Caribe, sob justificativa de combate ao tráfico, deixaram mais de cem mortos e são vistos por analistas como possível passo para mudar regimes na Venezuela, com sanções a dirigentes venezuelanos e pressão política crescente.
O ano na América Latina tem sido marcado por pressões e intervenções de Washington, com foco em manobras econômicas e políticas. A escalada inclui ações sobre o Canal do Panamá, políticas de expulsão de migrantes e sanções a lideranças regionais, tudo sob a justificativa de mudanças de regime e combate ao tráfico.
Nesta semana, Panamá confirmou que a CK Hutchison vendeu participação relevante nos portos do Canal após pressão de Washington. Em paralelo, o Brasil vivencia um desdobramento político: ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado pela tentativa de golpe, em julgamento histórico para a democracia brasileira. O episódio amplia o mapa de tensões na região.
Ao longo do mês, a postura dos Estados Unidos ganhou tom mais agressivo no Caribe e na Venezuela, com ataques a embarcações que as autoridades americanas alegam serem ligadas ao tráfico. A ampliação de sanções atingiu Petro e outros aliados do governo colombiano, aumentando a pressão econômica na região.
O governo venezuelano enfrenta críticas internacionais e pressões para mudança de regime, com análises apontando que as ações americanas podem acentuar instabilidade no país. Enquanto isso, observadores destacam que a agenda de “América First” potencializa conflitos entre potências regionais e externos.
No contexto brasileiro, as investidas externas dialogam com um cenário de convivência política interna tensa. A economia do país, maior da região, passa por ajustes diante de tarifas e mudanças de parcerias comerciais. A situação venezuelana segue como tema central de atenção global.
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