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Brasil afirma que ação militar dos EUA na Venezuela viola ONU e deve terminar

Brasil cobra diálogo imediato e fim do bloqueio naval dos EUA à Venezuela, em meio à cobrança pelo cumprimento da Carta das Nações Unidas

Trump diz que seria "inteligente" de Maduro deixar o poder na Venezuela
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  • Em reunião do Conselho de Segurança da ONU, o embaixador do Brasil criticou a ação militar norte-americana perto da Venezuela e o bloqueio naval anunciado.
  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou um bloqueio total a navios-petroleiros sancionados que entrem ou saiam da Venezuela.
  • O embaixador brasileiro, Sérgio Danese, afirmou que a medida viola a Carta das Nações Unidas e pediu o fim imediato da operação, em favor de meios políticos e jurídicos.
  • O Brasil defendeu diálogo genuíno entre EUA e Venezuela, com o governo de Lula disposto a colaborar mediante consentimento mútuo.
  • A crise envolve tensões na região, com apreensões de navios e acusações de uma “frota fantasma” para driblar sanções, enquanto Maduro fala em agressão e terrorismo psicológico.

O embaixador brasileiro na ONU criticou a ação dos EUA perto da Venezuela, afirmando que o bloqueio naval e a presença militar violam a Carta das Nações Unidas. A declaração ocorreu durante reunião do Conselho de Segurança na terça-feira.

Donald Trump ordenou um bloqueio total a navios-petroleiros sancionados que entrem ou saiam da Venezuela. A medida visa ampliar a pressão militar e econômica sobre o governo de Nicolás Maduro, segundo autoridades americanas.

O Brasil pediu diálogo genuíno entre as partes e a cessação imediata das ações. O governo brasileiro reiterou disposição de colaborar mediante consentimento mútuo dos EUA e da Venezuela, sem coerção.

A Guarda Costeira dos EUA vinha conduzindo ações de interceptação de barcos vinculados à chamada frota fantasma venezuelana, sob alegação de violação de sanções. Dois navios foram apreendidos em dezembro.

A Venezuela sustenta que recebe pressões estrangeiras e acusa ataques aos seus petroleiros, enquanto Maduro afirma estar diante de uma campanha de agressão internacional. A tensão regional aumenta, com possíveis impactos globais.

As autoridades americanas afirmam que a frota real oculta atividades de escoamento de petróleo, com mudanças de bandeira e desligamento de rastreadores. Washington diz que essas ações visam cumprir sanções impostas ao país.

A situação envolve ainda disputas diplomáticas, com países como Rússia e China apoiando a Venezuela em determinados momentos, e outros adotando postura contrária aos EUA. O Conselho de Segurança permanece em sessão permanente para buscar caminhos pacíficos.

O Brasil enfatiza a necessidade de instrumentos políticos e jurídicos para resolver as diferenças, evitando o uso da força e promovendo o respeito ao direito internacional. O tema continua em pauta em organismos internacionais.

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