- A junta militar de Mianmar prepara uma eleição geral em várias fases, com a primeira etapa prevista para 28 de dezembro, em meio a conflitos no país.
- O país já teve eleições marcantes: em 2015, a Liga Nacional para a Democracia venceu com folga; em 2020, nova vitória da NLD; e, em 1º de fevereiro de 2021, ocorreu o golpe que instaurou o atual governo.
- A repressão aos protestos de 2021 foi violenta, levando muitos manifestantes a se Voltarem contra a junta, dando início a um movimento de resistência armado.
- Em abril de 2021, opositores formaram o Governo de Unidade Nacional, e a Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) aprovou um roteiro de cinco pontos para buscar a paz.
- Em 2023-2025, a junta dissolveu partidos, incluindo a NLD, houve ofensivas de grupos étnicos armados perto da fronteira com a China e o governo implementou leis consideradas controversas para proteger a eleição, além de abrir um governo de transição em agosto sob liderança do general Min Aung Hlaing.
Myanmar mantém trajetória de instabilidade: eleição em fases em meio a um cenário de conflito.
Quase cinco anos após o golpe, as forças militares seguem com um pleito multietapas previsto para começar neste domingo, apesar dos choques e confrontos em várias regiões do país. O processo é apresentado como forma de normalizar o poder, mas enfrenta críticas internacionais e resistência interna.
O país vive desde 2021 um regime sob a Junta, que derrubou o governo eleito de Aung San Suu Kyi. O conflito já deixou milhares de mortos e deslocados, e a democracia enfrenta resistência de grupos armados e opositores.
Contexto recente
A história eleitoral anterior inclui eleições de 2015, com vitória expressiva da NLD, e uma reeleição disputada em 2020, contestada pela oposição militar. Em 2021 iniciou-se a intervenção militar formal que levou à formação de uma administração paralela.
Desde então, a comunidade internacional acompanha o desenrolar, com a ASEAN buscando caminhos de paz. Em 2023, a Comissão eleitoral dissolveu a NLD e outras forças políticas por não se registrarem sob novas regras, aumentando a tensão.
Agenda eleitoral atual
Em 2024 e 2025, a junta aprovou leis para proteger o pleito e disciplinar obstruções, com sanções potenciais. Em agosto de 2025, o governo interino foi formado, com Min Aung Hlaing no comando militar, além da presidência.
Em dezembro de 2025, foi anunciada a primeira fase da eleição nacional, com a segunda etapa prevista para janeiro de 2026, cobrindo mais distritos. O anúncio ocorreu mesmo com críticas sobre liberdades e transparência.
Zaw Min Tun, porta-voz da junta, rebateu críticas internacionais, afirmando que a eleição tem apoio público e não ocorre sob coerção. O país segue enfatizando um cronograma que difere de eleições anteriores.
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