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Nigéria cancela pena de morte de cristão após pressão dos EUA

Indulto total concede libertação após mais de uma década; governo de Adamawa declara celebração de Natal e Ano Novo, sob pressão de congressista dos Estados Unidos

Nigéria cancela pena de morte de cristão após pressão dos EUA
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  • Sunday Jackson, fazendeiro cristão da Nigéria, recebeu indulto total do governador do estado de Adamawa, Ahmadu Umaru Fintiri, após mais de uma década na prisão.
  • Ele havia sido condenado à morte em dois mil e vinte um por matar, em legítima defesa, um agressor identificado como Buba Ardo Bawuro, durante um ataque em sua fazenda em Demsa, em dois mil e quinze.
  • A decisão ocorreu após pressão atribuída ao congressista americano Riley M. Moore (West Virginia) e foi anunciada como celebração de Natal e Ano Novo.
  • Jackson foi liberto do Centro de Custódia de Segurança Média de Kuje, junto com outros dois detentos: Joseph Eugene, de Yola, e Maxwell Ibrahim, de Kaduna.
  • Defensores de direitos cristãos e o reverendo William Devlin, ligado a organizações voluntárias, comemoraram a libertação e o papel de advocacy, destacando a atuação de Moore.

O governador de Adamawa, Ahmadu Umaru Fintiri, concedeu indulto total a Sunday Jackson, libertando o fazendeiro cristão após mais de uma década na prisão. A decisão foi anunciada como celebração de Natal e Ano Novo.

O indulto beneficiou Jackson, condenado à morte em 2021 pela Justiça local pela morte de um agressor em legítima defesa, em 2015. O caso ocorreu na área rural da região de Demsa, Adamawa, na Nigéria.

Jackson foi condenado por enforcamento em sentença confirmada pela Suprema Corte da Nigéria em março. A defesa sustentou que ele agiu para se defender de um ataque de um radical fulani durante uma invasão à sua fazenda.

Além de Jackson, o indulto liberou outros detentos, incluindo Joseph Eugene e Maxwell Ibrahim, segundo anúncio do secretário de imprensa do governo estadual. A medida foi apresentada como parte das festividades de fim de ano.

A libertação ocorreu após pressão atribuída ao congressista dos Estados Unidos Riley Moore, de West Virginia, que publicou apoio à causa. Moore havia defendido publicamente a libertação de Jackson.

Defensores de direitos cristãos e representantes religiosos saudaram a decisão. O advogado Emmanuel Ogebe, do US Nigeria Law Group, e o reverendo William Devlin participaram do movimento a favor da libertação.

Jackson afirmou que trabalhava na fazenda em Numan quando o agressor levou animais ao terreno. Ele descreveu o ataque, disse ter se defendido e que, diante da resistência, houve o confronto fatal.

A nota oficial do governo de Adamawa destacou que Jackson permanece sob custódia de segurança média de Kuje, em Abuja, após o indulto. A comunicação mencionou também a libertação de outros dois detentos cumprindo pena em Kaduna e Yola.

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