- O presidente Donald Trump confirmou que forças americanas atingiram e destruíram uma instalação de cais na Venezuela, na semana passada, alegadamente usada por traficantes de drogas.
- O ataque é considerado o primeiro ataque terrestre conhecido contra a Venezuela desde o início da pressão dos EUA contra o governo de Nicolás Maduro.
- Trump não revelou detalhes sobre a localização exata nem sobre a possível participação da CIA.
- Segundo fontes, a CIA recebeu autorização para planejar operações encobertas dentro da Venezuela meses atrás.
- Em quase quatro meses, as forças dos EUA teriam realizado mais de vinte e cinco ataques a embarcações suspeitas de tráfico na região, com mais de cem mortos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que forças americanas atingiram e destruiram uma instalação portuária na Venezuela na semana passada. O alvo, segundo ele, era utilizado por traficantes de drogas. A ação foi indicada como parte de uma campanha de pressão contra o governo de Nicolás Maduro.
Trump mencionou que houve uma explosão na área onde os barcos utilizados para o tráfico são carregados com drogas e afirmou ter atingido as embarcações e a área de operação. O ataque é o primeiro abordo de solo conhecido desde o início da ofensiva dos EUA contra o regime venezuelano.
A Casa Branca não divulgou detalhes sobre a localização exata nem sobre a possível participação da CIA. Governo americano já havia sinalizado planos de operações dissimuladas dentro do país, em etapas, com a segunda parte prevista para incluir ataques diretos.
Desdobramentos e contexto
Relatos indicam que, ao longo de quase quatro meses, a força militar dos EUA realizou mais de 25 ataques a embarcações ligadas ao narcotráfico no Caribe e no Pacífico leste, com diversas vítimas. As ações ocorrem em meio a um amplo acúmulo militar na região e à designação da Venezuela como alvo de ações de bloqueio.
O governo de Maduro ainda não respondeu publicamente aos relatos sobre o ataque. Anteriormente, Maduro acusou setores poderosos dos EUA de fabricar uma realidade falsa para justificar intervenções dissimuladas, em meio a tensões sobre o regime.
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