- Em 2025, ocorreram mais de cinquenta e seis mil incidentes de violência contra civis, segundo o Conflict Index, atingindo o maior nível dos últimos cinco anos.
- Grupos não estatais foram responsáveis por cerca de sessenta e dois por cento das fatalidades civis (aproximadamente 59 por cento).
- O mundo viu cerca de oitocentos e trinta e um milhões de pessoas expostas a conflitos em 2025.
- Até junho de 2025, mais de cento e dezessete milhões de pessoas estavam deslocadas globalmente, incluindo refugiados e deslocados internos.
- Os gastos militares globais chegaram a aproximadamente 2,7 trilhões de dólares em 2024, com os Estados Unidos sozinhos investindo quase 997 bilhões de dólares.
Em 2025, o mundo viu um recorde de violência contra civis, com mais de 56 mil incidentes. Grupos não estatais estiveram no controle de 59% das fatalidades, e cerca de 831 milhões de pessoas estiveram expostas a conflitos. Deslocamentos também cresceram, com 117 milhões de deslocados até junho.
O contexto de fraturas geopolíticas segue ampliando riscos humanitários. A população deslocada inclui 42,5 milhões de refugiados e 67,8 milhões de deslocados internos, segundo dados da ONU. Movimentos de combate atingiram várias regiões, incluindo Europa, África e Oriente Médio.
A mobilização militar global segue em ascensão. O gasto militar mundial atingiu 2,7 trilhões de dólares em 2024, com a liderança dos EUA, seguido por China e Rússia. Em 2025, essa explosão de investimento repercute em tensões regionais e maior prontidão militar.
A participação de forças estatais também aumentou, respondendo por cerca de 35% dos ataques contra civis. Entre os casos mais citados estão ações russas, israelenses e birmanesas, que contribuíram para o incremento de vítimas civis em várias frentes.
A violência atingiu o jornalismo de forma alarmante. Em 2025, 67 jornalistas foram mortos em todo o mundo até dezembro, sendo grande parte em Gaza, de acordo com RSF. Os conflitos têm dificultado a cobertura e colocado profissionais de imprensa em risco.
O endurecimento do cenário de conflitos coincide com mudanças na matriz de defesa. A Otan superou a meta de gastar 2% do PIB, com oito países atingindo ou mantendo o patamar no fim de 2024 e início de 2025. A organização projeta melhora na capacidade de dissuasão.
Os números reforçam a necessidade de monitoramento internacional e de respostas coordenadas. Especialistas ressaltam que o aumento de gastos, deslocamentos e violência afeta direitos humanos, solidariedade humanitária e o funcionamento de agências internacionais.
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