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Ataque no Iêmen revela desconfiança entre Arábia Saudita e Emirados

Ataque a Mukalla evidencia desconfiança entre Arábia Saudita e Emirados; retirada de forças amplia atrito regional e pode afetar decisões de petróleo

A person gestures towards smoke rising in the aftermath of a Saudi-led coalition airstrike, which targeted what it described as foreign military support to UAE-backed southern separatists, in Yemen's southern port of Mukalla, in this screengrab from a handout video obtained by Reuters on December 30, 2025. Aden al-Mustakillah TV/Handout via REUTERS
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  • Um ataque aéreo liderado pela coalizão saudita atingiu Mukalla, no sul do Iêmen, levando a retirada de forças dos Emirados Árabes Unidos do país por segurança.
  • A ação expôs tensões entre Arábia Saudita e Emirados, que já disputam influência regional e quotas de petróleo, além de divergências sobre o papel dos grupos no conflito iemenita.
  • O Saquistado governo prévio dos Emirados pediu a saída de suas forças remanescentes no Iêmen, após o ataque, citando preocupação com a segurança.
  • O avanço do Conselho de Transição do Sul (STC), apoiado pelos Emirados, pelo sul do Iêmen, aproximou-se da fronteira com a Arábia Saudita, aprofundando o desacordo entre Riad e Abu Dhabi.
  • Especialistas destacam que o reprisar de tensões pode impactar decisões de produção da Opep+ e a coalizão regional, com audiências e conversas em curso entre as partes para desescalada, sem resultados práticos imediatos.

O governo da Arábia Saudita, liderando uma coalizão, realizou um ataque aéreo na madrugada desta terça-feira contra Mukalla, porto no sul do Iêmen. A ofensiva, segundo fontes oficiais, teve como objetivo afirmar segurança nacional e conter movimentos que desafiam o governo reconhecido no país. Em resposta, os Emirados Árabes Unidos ordenaram a retirada de suas tropas remanescentes do Iêmen, citando segurança de seus militares.

O anúncio da retirada foi feito pouco depois do ataque, e o governo UAE afirmou ter tentado desescalar a situação desde a ofensiva do Conselho Transitionalista Sulista (STC) no sul do Iêmen, que avançou sobre áreas estratégicamente importantes. A coalizão não confirmou operações adicionais que atingissem fronteiras sauditas.

De acordo com fontes próximas à relação entre Riad e Abu Dhabi, o estopim da escalada parece ter sido um mal-entendido originado em conversas ocorridas em Washington, em novembro, envolvendo o príncipe Mohammed bin Salman e o presidente dos EUA. A tensão, no entanto, se expandiu para várias frentes regionais.

Desdobramentos no Iêmen

Nas últimas semanas, o STC, aliado à UAE, tomou controle de vastas áreas no sul, incluindo Hadramout, aproximando-se da fronteira com a Arábia Saudita. A orbita de influência entre as duas potências do Golfo se chocou com o governo reconhecido internacionalmente, apoiado pela coalizão liderada pela Arábia.

O STC tem sido resistente a ordens para se retirar das regiões conquistadas, prometendo manter Hadramout e Mahra sob seu controle. Em resposta, negociações de alto nível entre as partes tinham ocorrido, mas ainda sem resultados operacionais significativos.

Relações entre Riad e Abu Dhabi

Especialistas avaliam que, apesar de a relação entre as duas nações não ser nova em atritos, o nível de tensão atingiu o ápice em anos. Disputas influenciam decisões sobre produção de petróleo e alinhamentos estratégicos na região, incluindo a abordagem ao Conselho de Cooperação do Golfo (GCC) e a OPEP+.

Nas últimas semanas, a discussão sobre Sudão também alimenta a divergência, com o UAE sendo alvo de críticas por suposta veiculação de apoio a forças locais. As conversas entre as lideranças, incluindo ligações entre os dois países, seguem sem desfecho claro até o momento.

O episódio no Iêmen abriu espaço para avaliação regional sobre a estabilidade financeira dos Gulf Cooperation, que depende de cooperação entre as duas potências na gestão de temas estratégicos. Autoridades de ambos os lados não detalharam planos futuros, apenas mencionaram esforços para reduzir tensões.

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