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Iêmen decreta estado de emergência diante do avanço de grupos separatistas

Iêmen decreta estado de emergência por 90 dias diante do avanço de grupos separatistas, agravando tensões com Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos

Protesto de pessoas que buscam a independência do Iêmen do Sul – foto: Saleh Al-Obeidi/AFP
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  • O Iêmen declarou estado de emergência por 90 dias diante do avanço do Conselho de Transição do Sul (STC), grupo separatista no sul do país.
  • O STC tomou amplas áreas do sul desde início de dezembro, aprofundando a fragmentação do governo iemenita reconhecido internacionalmente.
  • A Arábia Saudita acusou os Emirados Árabes Unidos de armar os separatistas e anulou um pacto de defesa com Abu Dhabi.
  • Os Emirados anunciaram retirada de forças, mas o STC disse que não se retirará e que a situação exige reforço.
  • Uma operação da coalizão liderada pela Arábia Saudita destruiu armas e veículos de combate descarregados de dois navios destinados aos separatistas, gerando danos em áreas portuárias e impactos civis.

O Iêmen decretou estado de emergência nesta terça-feira diante do avanço de forças separatistas, o que agrava a guerra que começou em 2014. O conflito envolve governo central, apoiado pela coalizão liderada pela Arábia Saudita, e rebeldes houthis, apoiados pelo Irã.

O movimento separatista sulista, conhecido como Conselho de Transição do Sul (STC), ampliou o controle no sul do país em dezembro, aumentando a tensão com o governo reconhecido internacionalmente. Riad acusa Abu Dhabi de armar os separatistas.

A Arábia Saudita impôs um prazo de 24 horas para retirada das tropas dos Emirados Árabes Unidos, que anunciaram a retirada de parte de suas forças remanescentes. O STC rejeitou a retirada, afirmando que não abandona o território e que precisa permanecer e fortalecer-se.

Pacto de defesa anulado

O Conselho Presidencial, apoiado por Riad, anulou o pacto de defesa com os Emirados e decretou estado de emergência por 90 dias. Metade dos oito membros, alinhados a Abu Dhabi, criticaram a decisão como unilateral.

Um ataque a carregamento de armas destinados aos separatistas, em Al Mukalla, provocou intervenção da coalizão. A SPA informou que o navio foi alvo após descarregar armas e veículos de combate.

As autoridades sauditas afirmaram que o arsenal destruído não continha armamento dos Emirados. O governo dos Emirados negou que as cargas tivessem relação com Abu Dhabi, segundo a imprensa local.

Moradores relataram danos a residências próximas ao porto de Al Mukalla, com janelas quebradas e incêndios durante a operação. Bombeiros workaram para controlar as chamas.

A ofensiva ocorre dias depois de bombardeios sauditas a posições separatistas em Hadramawt. A chancelaria saudita criticou os Emirados por incentivar operações na fronteira sul do reino.

Autoridades dos EUA pediram moderação na condução do conflito, mantendo posição de não tomar partido entre as partes. O governo iemenita pediu à coalizão liderada por Riade medidas para reduzir a escalada.

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