- O governo de Israel informou que dezenas de organizações humanitárias serão proibidas de atuar em Gaza a partir de 1º de janeiro, por não atenderem a novas exigências de fornecimento de detalhes de staff.
- Organizações como Médicos Sem Fronteiras (MSF), ActionAid e International Rescue Committee (IRC) estariam entre as atingidas.
- Pequenas 15 por cento das ONGs ainda não tiveram renovação de permissões após um prazo de dez meses, segundo o governo.
- O anúncio ocorre em meio a críticas internacionais sobre a crise humanitária em Gaza e pressão para facilitar a entrega de ajuda e a retirada de restrições de importação.
- Ministérios israelenses afirmam que organizações que não cumprirem as exigências de segurança e transparência terão licenças suspensas, ressaltando que muitos pedidos de registro já foram aprovados ou estão em análise.
Israel suspendeu a atuação de dezenas de organizações humanitárias em Gaza, com licenças a partir de 1º de janeiro. MSF, ActionAid e International Rescue Committee estão entre as atingidas, após segundo o governo não terem atendido a exigências de detalhar o staff.
A medida ocorre em meio a uma crise humanitária já grave. A pasta responsável afirmou que cerca de 15% das ONGs que atuam na região ainda não teve as permissões renovadas após um prazo de 10 meses. O governo diz que as organizações não forneceram a lista de funcionários necessários.
Segundo a administração de Gaza, não houve envio de ajuda por parte das entidades sob suspensão desde o acordo de cessar-fogo parcial implementado em outubro. A ONG COORDINATOR do governo afirma que o movimento não impactará o volume de auxílio que entra no território.
Impacto operacional
Nomes como Care International, Oxfam e Caritas também aparecem na lista de organizações com permissões não renovadas. A suspensão envolve atividades como distribuição de alimentos, assistência médica e serviços sociais, correlacionando-se a restrições de funcionamento após o fim do cessar-fogo.
A medida é apresentada como parte de requisitos de segurança e transparência, incluindo a entrega de informações sobre staff palestino. A pasta afirma que a maioria das solicitações de registro já foi aprovada ou está em análise, e que ainda faltam 14 organizações com confirmação pendente.
Reações e contexto internacional
Ministros de 10 países expressaram preocupações com a deterioração humanitária em Gaza, pedindo a continuidade da assistência e a abertura de pontos de passagem para facilitar a entrega de suprimentos. O grupo ressaltou a necessidade de superar barreiras burocráticas e ampliar o fluxo de caminhões de ajuda.
Autoridades israelenses afirmam ter comunicado previamente as ONGs sobre os novos requisitos. A gestão também indicou que quase 100 pedidos de registro foram abertos, com a maioria já aceita ou em avaliação, até novembro. A apresentação oficial descreve as ações como necessárias para evitar vínculos com atividades terroristas.
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