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Situação humanitária em Gaza permanece catastrófica, dizem dez países

Ministros de Relações Exteriores de dez países alertam para deterioração humanitária em Gaza, com 1,3 milhão sem abrigo e saúde em colapso diante do inverno

Tendas e abrigos improvisados enquanto a região experimenta condições frias de inverno no campo de refugiados de Al-Mawasi, no sul da Faixa de Gaza, em 29 de dezembro de 2025. Créditos: AFP
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  • Dez países (Canadá, Dinamarca, Finlândia, França, Islândia, Japão, Noruega, Suécia, Suíça e Reino Unido) frasearam grave preocupação com a deterioração da situação humanitária na Faixa de Gaza.
  • Com a chegada do inverno, a população civil enfrenta condições severas, com fortes chuvas e queda de temperaturas; estima-se que 1,3 milhão precise de abrigo.
  • Mais da metade das instalações de saúde opera parcialmente, com escassez de equipamentos e suprimentos médicos essenciais; 740 mil pessoas ficam vulneráveis a inundações tóxicas.
  • Os ministros pedem que o governo de Israel permita atuação sustentável de ONGs internacionais e suspensa restrições a importações de itens de uso duplo; há risco de cancelamento de registros de ONGs até o fim do ano.
  • Ação conjunta também solicita continuidade da atuação da ONU e de parceiros em Gaza, abertura de passagens fronteiriças para aumento do fluxo de ajuda, incluindo a abertura parcial de Allenby, enquanto Rafah permanece restrita.

Os ministros das Relações Exteriores de Canadá, Dinamarca, Finlândia, França, Islândia, Japão, Noruega, Suécia, Suíça e Reino Unido expressaram, nesta terça-feira, 30, grave preocupação com a nova deterioração da situação humanitária na Faixa de Gaza. A declaração foi divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores britânico.

Com a chegada do inverno, a população civil de Gaza enfrenta condições extremas, com chuvas intensas e queda de temperaturas. Cerca de 1,3 milhão de pessoas precisam urgentemente de abrigo e mais da metade das instalações de saúde operam de forma parcial, enfrentando escassez de equipamentos e suprimentos médicos.

O colapso da infraestrutura de saúde deixou 740 mil pessoas vulneráveis a inundações tóxicas, segundo o texto da declaração. Os ministros ressaltaram avanços na coleta de esforços para reduzir o sofrimento humano e a libertação de reféns, mantendo a necessidade de medidas urgentes para os civis.

Esforços para facilitar a ajuda humanitária

O grupo pediu ao governo israelense ações rápidas para permitir que ONGs operem em Gaza dentro de um marco previsível. O comunicado aponta incertezas sobre o destino das ONGs, com procedimentos de registro considerados draconianos pelo governo de Israel.

Ainda segundo o texto, com a proximidade de 31 de dezembro muitas ONGs internacionais parceiras correm o risco de ter registros cancelados devido às novas exigências. Os ministros também solicitaram que a ONU e parceiros possam manter suas atividades no território.

A declaração defende a continuidade do trabalho humanitário em Gaza e solicita a suspensão de restrições associadas a importações consideradas de uso duplo, incluindo equipamentos médicos e de abrigo. Os sinais apontam para a necessidade de manter passagens de fronteira abertas para ampliar o fluxo de ajuda.

Apesar da abertura parcial da passagem de Allenby, os ministros afirmam que outros corredores, incluindo Rafah, permanecem fechados ou com restrições severas, dificultando a chegada de suprimentos.

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