- A Ucrânia diz não haver evidência plausível de ataque com drones contra a residência de Vladimir Putin e afirma que as acusações não são verdadeiras.
- A Rússia afirma ter atacado durante a madrugada de segunda-feira a residência oficial de Putin na região de Nóvgorod com noventa e um drones.
- O Kremlin sinaliza endurecimento da postura de negociação após o alegado ataque, e o porta-voz Dmitri Peskov afirmou que não há necessidade de evidências, alegando que os drones teriam sido abatidos.
- O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, chamou as acusações de “mentira” e disse que servem para justificar novas ações contra Kiev e minar negociações com os Estados Unidos.
- Em Chernihiv, 14 vilarejos próximos à fronteira com a Belarus foram evacuados devido aos bombardeios russos, com cerca de 300 pessoas ainda morando na região fronteiriça.
O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia afirmou hoje que não existe evidência plausível para sustentar a alegação de que a Ucrânia atacou, com drones, uma residência de Vladimir Putin. A declaração ocorreu após a Rússia apresentar, sem convencer, suas acusações.
Andriy Yermak ressaltou que quase 24 horas se passaram sem comprovação, destacando que os indícios não aparecem e que a Rússia não os apresentará. O chanceler pediu cautela e criticou reações internacionais que apoiam a narrativa russa.
A Rússia disse ter detectado um ataque com 91 drones durante a madrugada de segunda-feira contra a residência de Putin, na região de Nóvgorod, entre Moscou e São Petersburgo. O Kremlin afirma que os drones foram abatidos, sem mostrar destroços.
Reação internacional e consequências
O governo ucraniano e autoridades ocidentais já discutiam, no fim de semana, uma possível resolução do conflito. Kiev classifica as acusações como propaganda para justificar novas ações contra a Ucrânia.
Nesse contexto, a região de Chernihiv, no norte da Ucrânia, ordenou a evacuação de 14 vilarejos próximos à fronteira com a Belarus. Cerca de 300 pessoas estão sendo reassentadas, diante de bombardeios diários.
posição russa e próximos passos
O porta-voz do Kremlin indicou que o endurecimento da posição de negociação não depende de evidências apresentadas, mas das condições do conflito. A autorização de evacuações na fronteira também visa reduzir riscos à população civil.
Peskov manteve a orientação de que não há necessidade de divulgação de supostos destroços ou provas, reforçando a linha de que os ataques não teriam ocorrido conforme alegado. Autoridades russas pedem que se consulte o Ministério da Defesa.
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