- Documentos de gabinete, tornados públicos pelo Arquivo Nacional da Austrália, mostram planejamento para uma pandemia de influenza chegando ao comitê de segurança nacional em outubro de 2005.
- Em novembro de 2005, o então ministro das Relações Exteriores, Alexander Downer, alertou colegas sobre o risco de a cepa H5N1 de gripe aviária se tornar uma pandemia com consequências devastadoras para a Austrália e o mundo.
- As anotações indicavam possíveis cortes em cruzeiros, restrições a voos internacionais e isolamento de viajantes para conter a transmissão da doença.
- O documento aponta consequências severas, como perdas de vida, choque econômico e interrupção do comércio internacional, além de vulnerabilidade de australianos em áreas afetadas no exterior.
- Medidas previstas incluíam fechamento de fronteiras, restrições de viagem doméstica, quarentenas, fechamento de escolas e negócios, uso de antivirais como Tamiflu e Relenza, e testes de uma vacina nacional.
O governo de Howard recebeu, em 2005, avisos de autoridades de saúde sobre a possibilidade de fechar escolas e controlar fronteiras internacionais em caso de pandemia de gripe. Relatos apontam que o vírus H5N1 poderia se tornar transmissível entre humanos, com consequências potencialmente devastadoras para a Austrália e o mundo.
Documentos recém tornados públicos pelo National Archives of Australia mostram que o planejamento para uma pandemia chegou ao comitê de segurança nacional do gabinete em outubro de 2005, dois anos após o SARS ter se espalhado pela Ásia. As discussões anteciparam medidas que viram uso de quarentenas, restrições de viagens e fechamento de fronteiras.
Em novembro de 2005, o então ministro das Relações Exteriores, Alexander Downer, alertou colegas sobre o risco de mutação do H5N1. A avaliação incluía recomendações para bans em cruzeiros e aeronaves estrangeiras, além de isolar viajantes para evitar a disseminação do vírus.
Oficiais sinalizaram que possíveis consequências de uma pandemia grave incluíam perda de vidas, choque econômico profundo e interrupções no comércio internacional, especialmente com controles de fronteira rígidos. O recado também destacava vulnerabilidade de australianos no exterior durante surtos.
O material — apresentado como nota ao gabinete — indicava que o atraso entre o surgimento de um surto e a adoção de medidas locais poderia deixar muitos brasileiros no exterior presos, caso voltassem tarde. A nota também mencionava a necessidade de manter serviços públicos durante a crise e prevenir pânico.
Ainda segundo o registro, o grupo de saúde pública mostrou-se dividido quanto à probabilidade de uma pandemia, enquanto o gabinete recebeu informes de que a Austrália dispunha de estoques suficiente de antivirais para cerca de 20% da população e começou testes de uma vacina nacional.
Conforme os documentos, preocupações com a resposta internacional incluíam a atuação de países como China, Indonésia e Vietnã, que teriam baixos níveis de preparação. Havia, ainda, plano para evacuações de australianos no exterior, com custos elevados previstos.
O relatório de outubro de 2024 sobre a resposta ao Covid-19 indicou queda de confiança de cidadãos nas ações governamentais durante a pandemia, com mais de 21 mil mortes no país entre março de 2020 e janeiro de 2024.
Entre na conversa da comunidade