- Israel confirmou a proibição de acesso a Gaza para 37 organizações de ajuda humanitária, incluindo Médicos Sem Fronteiras (MSF), Conselho Norueguês para os Refugiados (NRC) e Oxfam, por não terem fornecido lista de seus funcionários.
- A medida faz parte de nova regulamentação que pode reduzir a entrada de ajuda humanitária ao território, devastado pela guerra há cerca de dois anos.
- O Ministério da Diáspora israelense afirmou que organizações sem informações completas sobre seus funcionários terão licença suspensa, para evitar infiltração de operadores terroristas.
- Entre as organizações atingidas também estão World Vision International e CARE; a MSF disse cumprir políticas internas rigorosas, mas não enviou a lista solicitada por não ter garantias sobre o pedido.
- O Hamas classificou a decisão como criminoso; o cessar-fogo vigente desde outubro não está sendo plenamente cumprido, e a entrada de caminhões de ajuda permanece abaixo das previsões.
Israel confirmou nesta quinta-feira (1º) a proibição de acesso de 37 organizações de ajuda humanitária à Faixa de Gaza, após exigir divulgação de uma lista com nomes de seus funcionários. Entre as afetadas estão Médicos Sem Fronteiras (MSF), Oxfam e o Conselho Norueguês para os Refugiados (NRC).
Segundo o Ministério da Diáspora de Israel, a medida integra uma nova regulamentação que pode atrasar a entrada de assistência no território palestino, devastado há anos pela guerra. “Organizações que não cumprirem as normas de segurança e transparência terão a licença suspensa”, afirmou o governo em comunicado.
A MSF informou à AFP que aplica políticas rigorosas para evitar desvios de ajuda ou qualquer relação com grupos armados, mas não enviou a lista de funcionários a Israel por não receber garantias e esclarecimentos sobre o pedido considerado “preocupante”. A ONG destaca seu quadro de compliance interno.
O Hamas criticou a decisão, chamando-a de “comportamento criminoso” e de “desprezo pelo sistema humanitário”. A medida ocorre em meio a um cessar-fogo frágil vigente desde outubro, após a escalada iniciada com o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023.
Contexto e desdobramentos
Embora o acordo de cessar-fogo previsto para até 600 caminhões diários tenha entrado em vigor em 10 de outubro, ONGs e ONU apontam que a média de entrada de ajuda fica entre 100 e 300 caminhões por dia. Autoridades e organizações ressaltam a importância de manter a distribuição de alimentos, medicamentos e insumos básicos para a população.
Entre as organizações citadas como alvo estão MSF, NRC, World Vision International, CARE e Oxfam, que atuam há anos em Gaza. A decisão pode impactar a coordenação internacional e a continuidade de projetos humanitários na região.
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