- Em outubro de 2023, cerca de 1.500 mulheres israelenses e palestinas participaram de um grande ato pela paz no Mar Morto, organizado por Women Wage Peace e Women of the Sun.
- Três dias depois, o ataque do Hamas desencadeou uma guerra brutal, deixando dezenas de milhares de mortos, incluindo mulheres e crianças.
- As organizadoras Yael Admi e Reem al-Hajajreh mantêm a parceria e defendem a participação de mulheres nas negociações de paz, apesar de críticas recebidas.
- Foi criado o Mothers’ Call, movimento conjunto de mulheres israelenses e palestinas para cobrar líderes pela paz.
- Em março de 2026, está prevista a caminhada descalça de Roma a Jerusalém como convite mundial pela paz, liderada pelas mesmas mães.
Dois dias após um grande encontro, mulheres de diferentes lados do conflito retomaram a busca por paz de forma pública. Em outubro de 2023, cerca de 1.500 mulheres israelenses e palestinas se reuniram às margens do Mar Morto para pedir o fim do ciclo de violência, em um ato conjunto organizado por Women Wage Peace e Women of the Sun.
Entre as organizadoras estavam Yael Admi, de Israel, e Reem al-Hajajreh, da Palestina. Elas destacaram a importância de uma parceria firme entre homens e mulheres para abrir espaço a negociações de paz, apesar das críticas recebidas à época.
Três dias depois, o ataque do Hamas desencadeou uma guerra de alta intensidade, com dezenas de milhares de mortos, incluindo mulheres e crianças. O impacto contraditou as esperanças geradas no encontro do Mar Morto e intensificou a dor e a fúria entre as defensoras da paz.
Avanço de iniciativas transfronteiriças
Mesmo diante do luto, as duas ativistas retomaram a mobilização. A dupla fundou o movimento Mothers’ Call, uma aliança entre mulheres israelenses e palestinas para pressionar líderes a buscar soluções concretas para o conflito. A atuação ganhou adesão internacional, impulsionando debates sobre participação feminina em negociações de paz.
Elas também anunciaram um novo movimento: uma caminhada a pé de Roma a Jerusalém, prevista para março de 2026, com o objetivo de ampliar o convite global pela paz e envolver líderes e a sociedade civil. A iniciativa busca transformar a urgência do momento em ações concretas.
Admi e al-Hajajreh ressaltaram que, apesar das diferenças, há uma convergência entre as trajetórias de mães que perderam familiares e viram comunidades inteiras sofrerem. O objetivo é proteger as crianças e buscar um futuro sem violência.
As protagonistas destacaram ainda os obstáculos logísticos e políticos enfrentados. No caso de al-Hajajreh, a passagem entre a Palestina e a Europa exigiu longos deslocamentos e controles de segurança, em meio a um cenário de incerteza constante.
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