- Nesta quinta-feira, 1º de janeiro, pelo menos 87 pessoas detidas em protestos pós-eleitorais foram libertadas, mas continuam sob medidas cautelares e sem liberdade plena.
- As libertações ocorrem em meio à pressão externa dos Estados Unidos e ao aumento recente de prisões por motivos políticos.
- O Comitê de Mães em Defesa da Verdade informou que o grupo libertado não tem liberdade total, pois ainda responde a processos.
- As eleições de 2024 na Venezuela geraram protestos que resultaram em 28 mortes e cerca de 2.400 prisões, com a Justiça liberando mais de 2.000 detidos desde então.
- Também foram registradas liberações de dois presos da prisão de Rodeo I, com dados da Foro Penal indicando transferências ocorridas nesta manhã.
Foi anunciada a libertação de 87 pessoas detidas em protestos ocorridos após a reeleição de Nicolás Maduro, nesta quinta-feira (1º). As libertações não garantem liberdade plena, pois pacientes permanecem com medidas cautelares e em julgamento, segundo o Comitê de Mães em Defesa da Verdade.
As libertações ocorreram na prisão de Tocorón, no estado de Aragua, conforme relatos de famílias e do Comitê. Integrantes do grupo apontaram que, apesar da liberação, os 87 detidos continuam sob supervisão jurídica e aguardam peças processuais.
O contexto envolve protestos que seguiram as eleições de 2024, alvo de denúncias de fraude pela oposição. Dados oficiais indicam mais de 2.000 detidos desde então, com dezenas de mortes e uma repressão policial intensificada.
Liberdades condicionais e contexto internacional
A libertação desta semana ocorre em meio à pressão externa dos Estados Unidos, que reforçaram sanções e ações no Caribe, incluindo medidas sobre o espaço aéreo e navios petroleiros.
Segundo a Foro Penal, outras libertações já haviam sido anunciadas em 25 de dezembro, com números variando entre 61 e 99 casos verificados. Ainda existem centenas de detidos por motivos políticos no país.
A estimativa de organizações de direitos humanos aponta mais de 700 presos por motivos políticos ainda detidos. O tema é monitorado por entidades nacionais e internacionais, que pedem garantias legais e processos justos.
Entre os casos recentes, dois presos identificados como políticos foram transferidos de táxi para a prisão Rodeo I, em Miranda, segundo relatos de defensores e famílias. Essas informações seguem sob verificação de ONGs.
A disputa política permanece tensa, com a oposição acusando o governo de manobras para manter presos em regime de pressão. A presidente de facto continua sob críticas por políticas de repressão e controle institucional.
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