- Macron, em seu discurso de Ano Novo, defendeu a defesa da independência e das liberdades da Europa e prometeu compromissos concretos dos aliados para proteger Kiev a partir do dia seis de janeiro.
- Merz, em seu primeiro discurso de Ano Novo como chanceler, afirmou que a guerra na Ucrânia não é um conflito distante e que a Europa deve se defender com suas próprias forças.
- Ambos alertaram para novas ameaças à Europa, incluindo o retorno de poderes e instabilidade no cenário internacional; Merz citou sabotagens, espionagem e ciberataques contra a Alemanha.
- Macron mencionou a reunião na próxima semana, em Paris, da coalizão de voluntários para garantir garantias de segurança a Ucrânia e uma paz estável na região.
- Merz destacou o protecionismo na economia global e o impacto na Alemanha, que enfrenta estagnação em 2025; vê 2026 como ano decisivo para Europa.
O chanceler alemão Friedrich Merz e o presidente francês Emmanuel Macron fizeram seus discursos de Ano Novo destacando a ameaça russa à Europa. Os mensajes foram veiculados em 31 de dezembro de 2025 e ganham relevância para 2026.
Macron pediu uma Europa mais independente e defensiva, com compromissos concretos de aliados para proteger a Ucrânia. O tom foi de alerta sobre a instabilidade mundial e a necessidade de acelerar a defesa europeia.
Merz reiterou, de Berlim, que a guerra na Ucrânia não é um conflito distante. O líder alemão destacou ataques, sabotagens e o papel estratégico da Europa frente a mudanças no cenário global.
Mudanças no cenário ampliado
O chanceler afirmou que o ataque russo afeta toda a Europa e não apenas a Ucrânia. Ele mencionou riscos de ciberataques e sabotagens que chegam a países europeus diariamente.
Merz enfatizou que os Estados Unidos foram garantidores de segurança por décadas, mas que os europeus devem defender seus interesses com suas próprias forças.
Economia e contexto político
O líder alemão associou a geopolítica ao desempenho econômico, apontando retorno do protecionismo e uso de recursos como arma política. A dependência de matérias-primas é citada como vulnerabilidade.
Dados oficiais indicam que a economia alemã enfrentou recessões em 2023 e 2024, e ficou estagnada no terceiro trimestre de 2025, com crescimento zero.
Perspectivas para 2026
Merz disse que 2026 pode marcar uma virada para Alemanha e Europa, com décadas de paz, liberdade e prosperidade retomadas. O discurso também lembrou eleições presidenciais na França em 2027, com compromisso de serenidade eleitoral.
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