- Tarifas mexicanas sobre importações de vários produtos, incluindo calçados, automotivo, têxtil e brinquedos, entraram em vigor nesta quinta-feira, 1º.
- A medida foi aprovada pelo Congresso em dezembro e é interpretada como alinhamento com os Estados Unidos para revisitar o acordo T-MEC.
- Segundo a Confederação Nacional da Indústria, cerca de 15% das exportações do Brasil ao México podem ser afetadas pelas tarifas.
- O governo mexicano afirma que a medida busca proteger cerca de 350 mil empregos e apoiar a reindustrialização.
- A China pediu que o México corrija a prática considerada unilateral e protecionista; o Brasil afirmou manter diálogo sobre os impactos.
- O Ministério da Economia mexicano reiterou que a medida não mira nenhum país específico.
O México colocou em vigor tarifas de importação sobre diversos produtos originários de China, Brasil e outros países sem acordo comercial com o país. As taxas abrangem setores como calçados, automóveis, têxtil e brinquedos, entre outros itens com participação forte de insumos chineses.
As tarifas foram aprovadas pelo Congresso mexicano em dezembro, no contexto de tensões comerciais globais que incluem a relação com os Estados Unidos. Analistas veem o movimento como alinhamento com o maior parceiro comercial do México, em meio a uma revisão prevista do acordo T-MEC com Canadá e EUA.
Brasil e China trataram de impactos potenciais. O Ministério da Economia do Brasil disse, em nota, que o governo acompanha a situação e tem mantido contato com autoridades mexicanas para entender efeitos sobre as exportações brasileiras. A China pediu que o México reveja a prática de unilateralismo.
Contexto econômico e impactos previstos
Segundo a CNI, aproximadamente 15% das exportações brasileiras ao México podem ser afetadas pelas tarifas. O Ministério da Economia mexicano afirmou que a medida visa proteger empregos e contribuir para a reindustrialização do país.
Reações e posicionamentos oficiais
Um porta-voz do Ministério chinês de Comércio pediu uma correção da prática de unilateralismo e protecionismo por parte do México. O governo brasileiro destacou que não houve alvo específico e reiterou o diálogo com autoridades mexicanas sobre impactos.
Observações finais
Em comunicado de 30 de dezembro, o governo mexicano reiterou que a medida não mira nenhum país em particular. O assunto segue sob monitoramento de autoridades brasileiras, mexicanas e de parceiros comerciais da região.
Entre na conversa da comunidade