- Donald Trump disse ao Wall Street Journal que toma mais aspirina do que o recomendado pelos médicos e que sua saúde é “perfeita”; ele recusou a dose menor porque usa há vinte e cinco anos.
- Ele afirmou que a dose alta facilita hematomas e que prefere sangue fino para o coração, dizendo ser um pouco supersticioso.
- A entrevista ocorre em meio a maior escrutínio sobre a saúde de Trump, semelhante ao de Joe Biden, com questionamentos sobre sinais de envelhecimento.
- O médico dele classificou a saúde como “excepcional” e o resumo de eletrocardiograma apontou idade cardíaca de 65; Trump também comentou ter usado meia de compressão, mas deixou de lado.
- Trump relatou rotina diária na Casa Branca, com início cedo e trabalho no Salão Oval até o fim da tarde, além de mencionar que pediu menos reuniões importantes.
Donald Trump afirmou ao Wall Street Journal que consome uma dose de aspirina maior que a recomendada pelos médicos, mas garantiu que sua saúde é perfeita. A entrevista foi concedida após o jornal questionar a condição de saúde do 79º presidente dos EUA.
Segundo o jornal, o tratamento com a aspirina diária tem deixado o sangue mais fino, mas pode causar hematomas com maior facilidade. Os médicos teriam recomendado reduzir a dose, orientação que o ex-presidente recusou por já estar habituado ao regime há 25 anos.
Trump descreveu-se como supersticioso e afirmou que a aspirina ajuda a manter o fluxo sanguíneo adequado, evitando o sangue espesso durante o trabalho cardíaco. O veículo informou que o tema volta a surgir conforme o mandatário enfrenta escrutínio sobre sua saúde, assim como Biden.
Na entrevista, Trump também comentou a rotina de trabalho. Ele disse começar o dia em uma antecâmara da residência oficial e descer para o Salão Oval por volta das 10h, trabalhando até as 19h ou 20h. Reorganizou a agenda para ter menos reuniões, porém mais relevantes.
O presidente mencionou ter passado aproximadamente duas semanas em Mar-a-Lago, o que ele chamou de “Casa Branca de Inverno”, durante o período de festas. Conselhos da equipe incluíram manter os olhos abertos em eventos públicos e reduzir o ritmo de atividades.
Sobre exames médicos recentes, Trump citou uma avaliação de imagem feita em outubro, que gerou controvérsia. O White House informou inicialmente que o teste foi uma TC, não uma RM, e o mandatário comentou o desconforto com a divulgação.
O médico de Trump, o capitão da Marinha Sean Barbella, afirmou à publicação que o presidente está em excelente estado de saúde e apto a desempenhar as funções. O White House divulgou uma análise por IA do eletrocardiograma, indicando uma idade cardíaca de 65 anos.
Trump também relatou ter experimentado meias de compressão para reduzir inchaço nas pernas, mas afirmou não ter gostado delas. Disse ter passado a caminhar mais e que a condição melhorou. Em relação a exercícios, reconheceu pouca disposição para atividades além do golfe, atribuindo energia à genética familiar.
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